Durante a cerimônia, o governador do Amapá, Clécio Luís, celebrou a entrega do espaço, viabilizada por articulação do senador Randolfe Rodrigues, com apoio do Governo do Estado na execução de serviços complementares de infraestrutura.
“É pelos rios que chegam ao Amapá as pessoas, as cargas e as mercadorias. Temos uma relação histórica com os portos e com o Rio Amazonas, e este porto muda essa relação para melhor. Não foi uma obra simples, mas um projeto complexo, que representa a realização de um sonho de muitos santanenses. Sempre utilizamos portos, mas por muito tempo com pouca segurança e autonomia. Hoje, a população passa a embarcar com dignidade e respeito”, destacou Clécio.
Com investimento de R$ 23 milhões, provenientes de emenda individual e recursos do Governo Federal, o porto foi executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em uma área de aproximadamente 4 mil metros quadrados, licenciada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá. No entorno do terminal, a Secretaria de Estado da Infraestrutura realizou a pavimentação da Avenida Beira-Mar, enquanto a Secretaria do Bem-Estar Animal instalou comedouros e bebedouros para pets.

Randolfe Rodrigues relembrou que, em 5 de janeiro de 1957, o então presidente Juscelino Kubitschek inaugurou o Porto de Minérios da Icomi. Desde então, segundo o senador, existia a promessa de que Santana, por sua vocação portuária, teria um terminal voltado ao povo e ao transporte de passageiros.
“O Porto do Povo é um reencontro. Mais do que um espaço de encontros e despedidas, é a devolução do rio para sua cidade. Uma nova história para um povo que ama suas águas e seu modo de vida ribeirinho”, afirmou.

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, ressaltou a importância da obra para o fortalecimento da infraestrutura logística do estado e para a geração de emprego e renda.
“O Amapá tem recebido investimentos fundamentais para o crescimento econômico, especialmente em obras de infraestrutura. Dar dignidade aos passageiros de Santana e de todo o estado é o que este porto representa”, declarou.

Classificado como Instalação Pública de Pequeno Porte (IP4), o terminal conta com estrutura climatizada para passageiros e condições de atracação durante todo o ano, independentemente das variações no nível das águas. O espaço atende pequenas e médias embarcações, como catraias, voadeiras e lanchas, com limite de carga de até 30 toneladas.
O porto dispõe de salão de espera, guichês para venda de passagens, salas administrativas, lanchonetes, banheiros e área externa para contemplação e estacionamento. Além da atuação do DNIT, o terminal terá suporte e fiscalização da Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos.





