A operação teve início no porto da Frimapa e reúne equipes da Defesa Civil Estadual, do Corpo de Bombeiros Militar e da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa). Os donativos foram disponibilizados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
O objetivo é assegurar o acesso à água própria para consumo e reforçar a segurança alimentar das famílias que enfrentam dificuldades em razão das condições climáticas.
Comunidade depende da pesca para sobreviver
Situado em uma região de acesso predominantemente fluvial e marítimo, Sucuriju tem na pesca artesanal e no extrativismo marinho e lacustre as principais atividades econômicas. Aproximadamente 99% da população depende dessas atividades para garantir renda e sustento.
Com os efeitos da estiagem, a comunidade se torna ainda mais vulnerável, especialmente diante das dificuldades de abastecimento e dos impactos sobre os meios de subsistência.

Para direcionar a assistência às áreas mais necessitadas, o Governo do Amapá também realizou um levantamento das comunidades atingidas por fenômenos naturais, identificando famílias que enfrentam problemas recorrentes.
Entre as regiões que exigem atenção está o arquipélago do Bailique, onde a escassez de chuvas se soma ao avanço da água salobra. O aumento da salinidade prejudica a agricultura, a pecuária e a pesca, comprometendo a produção e a renda dos moradores.
Emergência decretada por 180 dias
Em resposta aos impactos da estiagem, o Governo do Amapá decretou situação de emergência em 16 de outubro, com validade de 180 dias.
A medida permite intensificar a assistência humanitária às comunidades atingidas, com prioridade para o fornecimento de água potável e alimentos, além de fortalecer as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.
A mobilização em Sucuriju integra as medidas emergenciais adotadas para reduzir os impactos da estiagem e garantir apoio às populações mais vulneráveis do estado.





