À frente da Unidade de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), a auditora fiscal Júlia Braga explica que o foco principal das barreiras fitossanitárias é impedir que material vegetal proveniente de áreas contaminadas chegue aos seis municípios que ainda permanecem livres da doença.
“A nossa atuação está concentrada no controle da vassoura-de-bruxa, impedindo o trânsito de material vegetal, conforme determina a legislação estadual, para evitar que a praga alcance áreas livres”, destacou a auditora.
Atualmente, as equipes de fiscalização atuam em duas barreiras estratégicas, sendo uma delas no município de Cutias. Durante as abordagens, são interceptados materiais como folhas, hastes utilizadas para plantio e raízes com casca, que podem estar contaminados mesmo sem apresentar sintomas aparentes.

A vassoura-de-bruxa foi inicialmente diagnosticada em regiões com áreas indígenas e se espalhou principalmente por meio do trânsito de material vegetal infectado. O fungo pode estar presente em plantas aparentemente saudáveis, manifestando os sintomas apenas após o plantio. A doença é considerada altamente destrutiva, pois provoca a morte da planta de cima para baixo e inviabiliza o cultivo nas áreas atingidas.
As ações são coordenadas pela Diagro, com apoio da Polícia Militar do Amapá, garantindo o cumprimento das normas de fiscalização e a segurança das equipes durante as abordagens.
Paralelamente, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desenvolve estudos para identificar variedades de plantas resistentes ou tolerantes à doença. Enquanto as pesquisas avançam, o Governo do Amapá mantém a prevenção como principal estratégia para proteger a produção agrícola e preservar as áreas ainda livres da praga.





