Após acordo com rodoviários, prefeitura repassa recursos, mas Nova Macapá mantém paralisação

O prefeito em exercício de Macapá, Pedro DaLua, recebeu nesta sexta-feira, 20, em seu gabinete, representantes do Sindicato dos Rodoviários do Amapá para tratar de pendências no transporte coletivo, como salários atrasados e pagamento do vale-refeição de motoristas e cobradores.
Foto: Ascom/PMM
Foto: Ascom/PMM

Durante a reunião, foi firmado um acordo e a Prefeitura realizou o repasse financeiro às empresas responsáveis pelo transporte público, evitando, inicialmente, uma greve geral na capital.

De acordo com o sindicato, duas empresas efetuaram o pagamento dos salários atrasados após o repasse. No entanto, a empresa Nova Macapá pagou apenas os salários, deixando pendente o vale-alimentação e a cesta básica dos trabalhadores.

“Firmamos o acordo com a prefeitura, que cumpriu sua parte ao repassar os recursos. A Expresso Macapá regularizou a situação, mas a Nova Macapá não cumpriu integralmente o combinado, deixando de pagar benefícios importantes. Por isso, a greve prevista para o dia 26 segue mantida”, destacou Max, presidente do sindicato.

Apesar do acordo, a situação voltou a se agravar neste sábado, 21, quando a empresa Nova Macapá anunciou paralisação de suas operações.

O diretor-presidente da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), Michel Braz, explicou que os repasses da atual gestão estão em dia, incluindo bilhetagem eletrônica e subsídio tarifário.

“Já foram realizados pagamentos à empresa Nova Macapá no valor aproximado de R$ 537.011,16. Esses recursos são referentes à gestão da bilhetagem eletrônica, contemplando os períodos de 5 a 11 de março e de 2 a 18 de março. Ou seja, os repasses relacionados à bilhetagem e ao subsídio estão em dia. O que ocorre são dificuldades operacionais da empresa, como manutenção e abastecimento. Já notificamos a empresa para que preste esclarecimentos e normalize o serviço o quanto antes”, afirmou.

A Nova Macapá, por sua vez, alega a existência de um passivo de aproximadamente R$ 15 milhões relacionado a serviços prestados em gestões anteriores, como Expofeira e eleições. A Prefeitura afirma que os débitos não são de responsabilidade da atual administração.

A CTMac segue acompanhando a situação e adotando medidas para garantir a continuidade do transporte público na capital.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política de Privacidade

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar o conteúdo. Mais detalhes na Política de Cookies em nossa Política de Privacidade.