Apesar do avanço, a inadimplência manteve-se estável em 29,6%, ainda acima dos 28,6% registrados no ano passado. Já o percentual de famílias que não terão condições de quitar dívidas em atraso caiu para 12,3%, indicando leve melhora na capacidade de pagamento.
Outro dado relevante foi a redução no número de pessoas que se consideram muito endividadas, que recuou para 16%. Também houve diminuição no comprometimento da renda, com média de 29,6%, além do alongamento dos prazos das dívidas, o que tem contribuído para aliviar a pressão sobre o orçamento doméstico.
A análise por faixa de renda mostra que o endividamento cresceu em todos os grupos, com destaque para as famílias de maior renda. Por outro lado, a inadimplência apresentou queda entre os mais pobres, sinalizando maior controle financeiro nesse segmento.
Segundo a CNC, o cenário aponta para um leve alívio, já que o aumento do endividamento não veio acompanhado de crescimento da inadimplência. A tendência é de continuidade da alta no primeiro semestre de 2026, enquanto fatores como inflação e custos de itens essenciais — como energia e combustíveis — devem influenciar o comportamento das famílias.
No Amapá, o reflexo desse cenário também já é percebido. De acordo com a economista Beatriz Cardoso, do Instituto Fecomércio, o uso do crédito segue como alternativa para manter o consumo, ao mesmo tempo em que a estabilidade da inadimplência indica maior organização financeira.
“Os dados mostram que, embora o endividamento esteja em nível recorde, há sinais de melhor gestão das dívidas. No Amapá, esse movimento se repete, com prazos mais longos e um leve alívio no orçamento das famílias”, avalia.





