Entre as agremiações que intensificam os preparativos estão Boêmios do Laguinho, Solidariedade e Império do Povo, que concentram esforços na finalização das alegorias e dos elementos cenográficos que prometem encantar o público.
Há pouco mais de um mês no Amapá, o artista plástico Rogério Azevedo, natural de Parintins (AM), atua na montagem dos carros alegóricos da Associação Recreativa Império de Samba Solidariedade, que integra o grupo de acesso do Carnaval amapaense. Com cerca de 35 anos de experiência, ele é o responsável pela criação dos projetos e dos desenhos artísticos da escola, vindo ao estado exclusivamente para esse trabalho.

“Primeiro fiquei encantado com a estrutura do barracão e, depois, com a organização do Carnaval aqui. Fomos recebidos com muito carinho e queremos retribuir isso com o nosso trabalho, trazendo um pouco da experiência do Festival de Parintins. Teremos muitas novidades, aliando inovação aos elementos tradicionais”, destacou o artista.
Uma das mais tradicionais escolas do carnaval do Amapá, a Associação Universidade de Samba Boêmios do Laguinho levará para a avenida o enredo “Sodoma e Gomorra, do pecado à redenção”. De acordo com o enredista Híckaro Silva, o tema aborda aspectos bíblicos e filosóficos, com reflexões sobre fé, recomeço e superação.
“A ideia é mostrar que sempre é possível buscar novos caminhos. Tudo isso com muita inovação, respeitando nossas cores tradicionais — vermelho, branco e dourado —, mas também explorando uma policromia pensada para todo o desfile, desde as alas até as alegorias”, explicou.
Já a Império do Povo aposta em grandiosidade e acabamento refinado. O responsável pelos adereços e finalização das alegorias, Rogério Matos, também é natural de Parintins e mora há 15 anos em São Paulo, onde já trabalhou em escolas como Gaviões da Fiel e Águia de Ouro. Ele atua na escola desde 2023 e destacou a evolução da agremiação.
“A Império do Povo vem sempre com inovação. É uma escola forte, com uma presidência atuante e uma estrutura gigantesca. Os carros novamente serão grandes e muito bem acabados. O enredo fala de Nanã, uma entidade ligada ao mangue, reforçando a ideia de que o Brasil começa no mangue. É uma história rica e será um grande diferencial na avenida”, concluiu.





