Durante o encontro, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apresentou aspectos operacionais necessários para a implantação do serviço, como a organização da rede hospitalar, a capacitação das equipes e a articulação com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A medida é considerada fundamental para que os procedimentos passem a ser realizados localmente.
A implantação do serviço representa um avanço significativo para o sistema de saúde estadual, já que permitirá que pacientes deixem de se deslocar para outros estados em busca de tratamento. O processo, porém, exige estrutura especializada, protocolos rigorosos e equipes treinadas.

Participaram da reunião o vice-governador Teles Júnior; o senador Randolfe Rodrigues; a coordenadora do SNT, Patrícia Freire; gestores da Sesa; e representantes da Associação dos Renais Crônicos.
“Este é o pontapé inicial para salvar vidas. A implantação da Central de Transplantes exige organização e capacitação. Como cidadão, vice-governador e filho de um médico que iniciou o trabalho na nefrologia anos atrás, fico feliz em saber que, em breve, iniciaremos os transplantes renais e avançaremos para outras áreas”, afirmou Teles Júnior.

O senador Randolfe Rodrigues destacou que o momento é decisivo para estruturar um fluxo eficiente, coordenado pela Sesa, garantindo que os procedimentos ocorram com segurança e regularidade na rede pública estadual.
“Discutimos como organizar um fluxo que funcione aqui, para que, em breve, os transplantes aconteçam em nosso próprio estado. Isso significa mais cuidado, mais humanidade e mais chances de vida para quem hoje precisa se deslocar para fora em busca desse tratamento”, declarou.

A coordenadora do SNT, Patrícia Freire, ressaltou que a iniciativa marca o início efetivo do processo de implantação, começando pelo transplante renal.
“Com a estruturação da Central de Transplantes, será possível organizar o trabalho com potenciais doadores, realizar entrevistas familiares e preparar toda a rede. O transplante devolve qualidade de vida ao paciente renal crônico, permitindo retomar estudos, trabalho e rotina com dignidade”, destacou.
A secretária de Saúde em exercício e secretária adjunta de Gestão e Planejamento, Danúbia Muricy, reforçou a importância da integração do estado ao sistema nacional.
“Este é um momento crucial para que o Amapá se integre de forma efetiva ao Sistema Nacional de Transplantes, ampliando oportunidades e melhorando a assistência aos nossos pacientes”, afirmou.
A notícia foi recebida com esperança pela Associação dos Renais Crônicos. A representante da entidade, Amanda Bastos, lembrou que cerca de 500 pacientes realizam hemodiálise atualmente no estado.
“Quando o serviço for implantado aqui, o paciente poderá passar por todo o processo perto de casa, junto da família. Saímos desta reunião felizes e esperançosos, porque isso representa um avanço real na qualidade de vida de quem convive diariamente com a doença renal”, declarou.
Nos próximos meses, os debates avançam para a definição dos fluxos e a estruturação da rede. A iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Estado em ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade e oferecer mais dignidade e esperança a quem aguarda por um transplante no Amapá.





