Governo intensifica ações após confirmação de casos de doença de Chagas na zona sul de Macapá

O Governo do Amapá intensificou as ações de investigação e controle após a confirmação de seis casos de doença de Chagas aguda na zona sul de Macapá. Os registros foram identificados nos bairros Jardim Marco Zero, Zerão, Buritizal e Universidade.
Foto: Reprodução da internet
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Diante da situação, a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) ativou um plano de contingência com foco no bloqueio imediato, investigação epidemiológica e assistência aos pacientes.

Entre as medidas adotadas estão a instalação de uma Sala de Situação para análise de dados, fiscalização em batedeiras de açaí, orientação a empreendedores, busca ativa por novos casos e intensificação da vigilância ambiental nas áreas consideradas de risco.

Foto: Mônica Silva
Foto: Mônica Silva

“Estamos atuando de forma rápida e integrada para identificar a origem dos casos, interromper a transmissão e garantir atendimento adequado. A população também tem papel fundamental ao buscar locais que sigam normas sanitárias e procurar atendimento diante de sintomas”, destacou a superintendente da SVS, Cláudia Pimentel.

Na área assistencial, os atendimentos estão sendo direcionados para unidades de referência, com garantia de medicamentos e realização de exames, incluindo avaliação cardiológica para monitoramento de possíveis complicações.

A gerente do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), Solange Sacramento, ressaltou o reforço na rede de saúde.

“Ampliamos o monitoramento nas unidades para garantir diagnóstico mais rápido e início imediato do tratamento”, afirmou.

A SVS também realiza a interdição de estabelecimentos que não comprovem o processo adequado de higienização do açaí, além da investigação do consumo alimentar dos pacientes e do monitoramento de áreas com presença do vetor da doença.

O órgão alerta para sintomas como febre persistente, dores no corpo e inchaços, e reforça a importância do diagnóstico diferencial com doenças como dengue e malária.

As ações seguem em regime de urgência, com execução prioritária nas primeiras 72 horas, com o objetivo de conter a transmissão e proteger a população.

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