No local, a fiscalização identificou um cenário de grave degradação ambiental, com assoreamento, bancos de areia e alterações no curso natural do rio, colocando em risco a fauna aquática e a subsistência das comunidades ribeirinhas. A balsa estava equipada com motores, dragas e mercúrio, usados na garimpagem ilegal. O Ibama lavrou autos de infração e destruiu os equipamentos para conter os danos ambientais.

A suposta proprietária da balsa foi identificada e agora é investigada por crimes ambientais e usurpação de bens da União. A operação foi coordenada pelo delegado Wellington Ferraz, titular da DEMA, que destacou a importância da integração entre Polícia Civil e órgãos federais:
“O combate ao garimpo ilegal é essencial para proteger nossos rios e comunidades. A Polícia Civil mantém atuação firme contra crimes que ameaçam o meio ambiente e o patrimônio da União”, afirmou Ferraz.
O nome da operação, Purificatio Midae, significa “Purificação de Midas” em latim, fazendo referência à mitologia grega e ao cuidado com os recursos naturais.