O trabalho acompanha a saúde dos ecossistemas de mangue e detecta possíveis alterações ambientais ao longo do tempo, avaliando se as áreas permanecem preservadas ou apresentam sinais de impacto.
Oito anos de monitoramento contínuo
Esta é a 8ª edição da campanha, que abrange duas frentes de estudo: a vegetação de manguezal e o caranguejo-uçá (Ucides cordatus).
Na análise da vegetação, são levantados dados de biomassa, altura e diâmetro das árvores, permitindo avaliar como as florestas de mangue respondem às mudanças naturais e às pressões externas. Já o monitoramento do caranguejo-uçá é feito pela contagem e medição de tocas, gerando estimativas populacionais e informações sobre o tamanho médio dos indivíduos.
Por ser uma unidade de proteção integral, a captura de caranguejos é proibida na ESEC Maracá-Jipioca, que funciona como um berçário natural fundamental para a manutenção das populações da espécie em outros manguezais fora de áreas protegidas.

Dados que orientam decisões ambientais
Todas as informações coletadas são processadas de acordo com o protocolo do Subprograma Marinho-Costeiro do ICMBio e servirão de base para aprimorar estratégias de conservação e manejo do ecossistema.
“Esse monitoramento faz parte do Programa Monitora, que acompanha indicadores de biodiversidade. Ele nos permite entender como o ecossistema está reagindo a fatores climáticos, antrópicos e ambientais locais. São oito anos de dados contribuindo para a conservação desse ambiente essencial”, explica o analista ambiental Tiago de Miranda Marques, do ICMBio.
A força dos manguezais
Os manguezais são ecossistemas costeiros localizados na zona entre marés de regiões tropicais e subtropicais, abrigando grande diversidade de espécies terrestres, estuarinas e marinhas. Além disso, desempenham funções essenciais, como proteção da costa contra erosão, regulação climática, oferta de alimentos e potencial para o ecoturismo.
“Os manguezais são verdadeiros berçários naturais e fundamentais para o equilíbrio do nosso planeta”, reforça Tiago.





