Telão une Amapá e Rio em noite histórica com desfile da Mangueira

A madrugada desta segunda-feira, 16, foi histórica para o Amapá. A Estação Primeira de Mangueira encerrou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro levando à Marquês de Sapucaí o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, uma homenagem potente à cultura afro-amapaense e aos saberes tradicionais do extremo Norte do Brasil.
Foto: Maksuel Martins
Foto: Maksuel Martins

O desfile apresentou rituais, plantas medicinais, ancestralidade e espiritualidade, reposicionando a Amazônia não como cenário distante, mas como território vivo, negro e criador. Um dos momentos mais marcantes foi a fusão do samba com o batuque do marabaixo, que ecoou na avenida como afirmação da identidade cultural tucuju. Em um dos carros alegóricos, a imagem de Mestre Sacaca ganhou destaque, acompanhada por cerca de 50 familiares, em uma cena de forte emoção e representatividade. Com o enredo, a escola busca o 21º título do Grupo Especial.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Enquanto a Mangueira desfilava no Rio, em Macapá, o povo acompanhava tudo em tempo real. No embalo do Carnaval do Povo, a Praça da Bandeira permaneceu lotada até quase o amanhecer, com centenas de pessoas assistindo ao desfile em um telão de LED instalado pelo Governo do Amapá. Nem a chuva afastou o público, que vibrou, cantou e se emocionou a cada setor apresentado.

O enredo destacou Mestre Sacaca como curandeiro, defensor dos povos da floresta e guardião do conhecimento ancestral, símbolo da união entre a medicina tradicional, a espiritualidade e a resistência cultural dos povos negros e afro-indígenas da Amazônia. A narrativa exaltou a importância dessas populações na formação da identidade brasileira.

Foto: Maksuel Martins

Entre os que acompanharam a transmissão na praça estavam o governador Clécio Luís e o senador Davi Alcolumbre, ao lado da população.

“O Amapá, o Rio de Janeiro e o Brasil pararam para ver a Estação Primeira de Mangueira passar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Foi um espetáculo da nossa terra, apresentado com orgulho para o país e para o mundo, levando símbolos da nossa identidade amazônica, da nossa cultura e da força do nosso povo à maior vitrine do carnaval brasileiro, representados pelo grande mestre Sacaca, que simboliza a sabedoria, a ancestralidade e a relação profunda do nosso povo com a floresta”, destacou Clécio Luís.

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