Durante a programação, a Escola Judiciária Eleitoral desenvolve o Projeto Cidadania Indígena, com atividades formativas voltadas à conscientização sobre direitos políticos, funcionamento das eleições e a importância do voto. A metodologia adotada respeita a cultura e a língua do povo Waijãpi, promovendo um ambiente de aprendizado acessível e inclusivo.

Um dos destaques da ação é o treinamento de votação em urna eletrônica parametrizada, adaptada à realidade indígena. Na simulação, os nomes de candidatos são substituídos por elementos do cotidiano da comunidade, facilitando a compreensão do processo eleitoral.
Paralelamente, também estão sendo ofertados serviços do cadastro eleitoral, como alistamento (primeiro título), transferência de domicílio, revisão de dados, emissão de segunda via e verificação de débitos, garantindo acesso direto da população indígena aos serviços da Justiça Eleitoral, especialmente em áreas de difícil deslocamento.
Para o presidente do TRE Amapá, a iniciativa reafirma o compromisso institucional com a inclusão e o fortalecimento da democracia.
“Levar a Justiça Eleitoral até as comunidades indígenas é garantir que todos tenham acesso à informação, aos serviços e ao pleno exercício da cidadania. Estamos trabalhando para construir uma democracia cada vez mais participativa, respeitando as especificidades culturais e promovendo a inclusão de todos os povos”, destacou o desembargador Carmo Antônio de Souza.





