A reativação da mineração marca um novo ciclo de desenvolvimento para a região, com impacto direto na geração de empregos e no aquecimento da economia local. Segundo o governador, já são 794 pessoas contratadas, em sua maioria moradores de Serra do Navio e de Pedra Branca do Amapari, com expectativa de ampliação nos próximos meses.

“Estamos muito honrados porque conseguimos uma empresa séria, que respeita a legislação ambiental, para atuar aqui na região. Hoje são 794 pessoas contratadas, maioria de Serra do Navio e de Pedra Branca do Amapari, com máquinas, hotéis e restaurantes alugados e contratados para ajudar nessa atividade. Se Deus quiser, em maio começam os primeiros testes para, em junho, iniciar a operação, passando de mil empregados. Isso significa riqueza, desenvolvimento para o povo da região, e principalmente, dignidade para as pessoas”, afirmou Clécio Luís.
A empresa assumiu a recuperação judicial da antiga Mina Tucano e vem conduzindo o processo de reestruturação da atividade mineral. As tratativas, coordenadas pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, se estenderam por cerca de dois anos, com foco na atração de investimentos e na retomada sustentável do setor.
A iniciativa integra a política do governo estadual voltada à reativação de empreendimentos estratégicos, com prioridade para geração de emprego, valorização das vocações regionais e fortalecimento da economia.
Demanda histórica
A mineração foi responsável pela origem e desenvolvimento de Serra do Navio desde a década de 1950, com a exploração de manganês pela empresa pioneira Indústria e Comércio de Minérios S.A. (ICOMI). O município, planejado para dar suporte à atividade, tornou-se referência de urbanização na Amazônia e é reconhecido como patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Com o encerramento das atividades no fim dos anos 1990, a região sofreu impactos econômicos significativos. Desde então, a retomada da mineração era aguardada como uma oportunidade de reativar a economia local, agora com foco em práticas mais modernas e sustentáveis.





