Os dados abrangem as 16 redes municipais e a rede estadual e foram divulgados, durante um encontro de diretores da rede estadual, realizado no Palácio do Governo, em Macapá. O evento reuniu cerca de 150 gestores escolares, além de coordenadores pedagógicos e representantes do Ministério Público e do Conselho Estadual de Educação (CEE/AP).
Na avaliação realizada em março, foram identificados 3.835 leitores fluentes entre os 12.414 estudantes matriculados no 2º ano. Já na avaliação formativa, realizada até 30 de junho, o número chegou a 6.541.
Para a coordenadora do Regime de Colaboração PAAP da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Débora Vale, o resultado está relacionado a ações como formação continuada de professores e acompanhamento sistemático dos indicadores.
“O nosso foco é alfabetizar 100% dos nossos alunos. A avaliação do meio do ano vem como um termômetro para condução e avanço. Esta avaliação formativa apontou o crescimento para 6.541 alunos lendo.
Acompanhamento das escolas
Criado em fevereiro de 2026 pela Seed, o Comitê Estadual acompanha os indicadores de alfabetização e auxilia as escolas estaduais da capital na definição de estratégias pedagógicas.
A partir dos diagnósticos, as unidades recebem suporte por meio de visitas técnicas, formações pedagógicas, materiais orientadores e elaboração de planos de ação específicos.
Segundo Danielle Dias, presidente do comitê da rede estadual, a análise dos dados permite aproximar a gestão da realidade das salas de aula e definir intervenções direcionadas às necessidades de cada unidade.
Próximas etapas
Durante o encontro, também foram apresentadas experiências consideradas bem-sucedidas em cinco escolas de diferentes territórios, além do Guia de Ações Prioritárias de Alfabetização e da Carta Compromisso para a Alfabetização.
Escolas com desempenho classificado na faixa considerada desejável receberam certificados de reconhecimento.
Para o segundo semestre, a previsão é manter o acompanhamento das redes até 4 de dezembro, quando deverá ser divulgado o resultado da avaliação final do Regime de Colaboração. Até lá, estão previstas a continuidade das avaliações, formações, capacitações profissionais e intervenções pedagógicas de acordo com as necessidades identificadas em cada escola.




