Ao longo de sua trajetória, a Difusora acompanhou diferentes momentos da história do estado e se tornou patrimônio da comunicação pública amapaense. Durante décadas, as ondas da emissora levaram notícias, informações de utilidade pública e recados a localidades onde outros meios de comunicação ainda não chegavam.
Para a diretora da RDM, Lílian Monteiro, a celebração também representa o reconhecimento aos profissionais que ajudaram a construir a história da emissora.
“Uma das rádios mais antigas do país, uma rádio pública que tem credibilidade, compromisso com os ouvintes, com a cultura, com a música e com a identidade amapaense. São oito décadas também agradecendo a todos os colaboradores que por aqui passaram, muitos radialistas, locutores, muitas pessoas que fizeram da história da Rádio Difusora sua própria história”, destacou.

Atualmente, a emissora amplia sua presença para além do rádio, fortalecendo a atuação nas plataformas digitais e se preparando para a migração da frequência AM para FM. A mudança faz parte do processo de modernização da comunicação pública e busca ampliar o alcance da programação, facilitar o acesso ao conteúdo e aproximar a rádio das novas gerações.
A secretária de Comunicação do Estado e ex-diretora da RDM, Ana Girlene, ressaltou a importância de preservar a história da emissora enquanto são construídas novas possibilidades para o futuro.
“É o capítulo mais importante da comunicação no Amapá. Tudo começou por aqui, grandes nomes do jornalismo começaram por aqui. É uma rádio pública, portanto tem um papel de cidadania, de formação e de levar a informação de interesse público”, afirmou.

A programação especial dos 80 anos também homenageia profissionais que fizeram parte da trajetória da emissora. Entre eles está o radialista Paulo Silva, que começou na Difusora em 1975 e considera a rádio uma verdadeira escola para os comunicadores do estado.
“Na minha vida profissional, a Difusora é tudo, afinal, foi aqui que tudo começou. Eu costumo dizer que a Difusora é a minha terceira casa. Para a comunidade, eu posso dizer que ela é a escola, é a grande escola do rádio”, declarou.
Com oito décadas de história, a Rádio Difusora de Macapá inicia uma nova fase mantendo a missão de informar, prestar serviços e aproximar a população. A migração para a FM e o fortalecimento da presença digital representam os próximos passos para manter a emissora conectada aos amapaenses e preservar seu papel na comunicação pública do estado.





