Davi Alcolumbre promulga emendas que acabam com escala 6×1 e garantem aposentadoria especial a agentes de saúde

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), conduziu nesta sexta-feira (16) a sessão solene de promulgação de duas emendas constitucionais que tratam de direitos trabalhistas e previdenciários. As medidas preveem o fim da escala 6x1 e asseguram aposentadoria especial aos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
Foto: Ascom/Senador Davi
Foto: Ascom/Senador Davi

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, de ministros, parlamentares e outras autoridades.

“Hoje, o Congresso Nacional transforma duas lutas históricas em direitos: direito ao tempo para viver e direito à dignidade para quem dedica a vida a cuidar”, afirmou Davi.

Fim da escala 6×1

A Emenda Constitucional 141/2026 estabelece uma transição para a escala 5×2, com dois dias de descanso semanal remunerado e redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais, sem diminuição salarial. Segundo o texto divulgado, as mudanças começam 60 dias após a publicação da emenda.

Foto: Ascom/Senador Davi
Foto: Ascom/Senador Davi

Depois de mais 12 meses, o limite semanal será reduzido para 40 horas, concluindo a transição em 14 meses.

Durante o pronunciamento, Davi destacou que a medida representa uma conquista para os trabalhadores, com mais tempo para o convívio familiar, o descanso e os cuidados pessoais.

Aposentadoria especial para agentes de saúde

Já a Emenda Constitucional 140/2026 garante aposentadoria especial aos agentes comunitários de saúde e aos agentes de combate às endemias. A medida também estende direitos aos agentes indígenas de saúde e de saneamento e estabelece regras para regularizar vínculos profissionais.

Davi afirmou que a promulgação representa o reconhecimento do trabalho realizado por esses profissionais, que atuam diretamente nas comunidades e ampliam o acesso da população aos serviços públicos.

“Esses profissionais levam o Estado aonde ele muitas vezes não chega. Hoje, o Estado brasileiro reconhece o valor de cada um deles”.

Ao encerrar a sessão, o presidente do Congresso ressaltou que as duas emendas transformam reivindicações históricas em direitos previstos na Constituição.

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