A última noite reuniu apresentações que valorizaram a ancestralidade, a cultura popular e as múltiplas identidades amazônicas, emocionando o público que lotou as arquibancadas.
Solidariedade

Abrindo a programação, a Império de Samba Solidariedade apresentou o enredo “O Tambor que Liberta: A história dos tambores proibidos”, exaltando a resistência e a herança afro-brasileira. Com evolução firme e forte conexão com o público, a escola destacou o tambor como símbolo de luta, liberdade e preservação cultural.
Império da Zona Norte

Na sequência, a Império da Zona Norte levou à avenida o enredo “Amazonas, o que diz a tua foz – Da preservação ao progresso”, com uma narrativa poética sobre a força das águas e a identidade nortista. O desfile chamou atenção pelo conjunto visual harmônico e pela elegância do casal de mestre-sala e porta-bandeira, além do canto forte da comunidade durante toda a apresentação.
Império do Povo

Representando Santana, a Império do Povo emocionou com o enredo “Iyagbá Nanã: o Brasil começa no mangue”. A escola apostou em alegorias de grande impacto e fantasias detalhadas para retratar o universo místico da orixá Nanã. A comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira se destacaram pela técnica, sintonia e forte interação com o público.
Piratas da Batucada

A Piratas da Batucada foi a quarta a desfilar e levou à avenida o enredo “Na frequência do amor, o ritmo é Brega”. A escola transformou o gênero musical em protagonista, exaltando o romantismo popular e a força do brega como expressão cultural legítima das periferias e da Amazônia.
Piratas Estilizados

Encerrando os desfiles do Carnaval 2026, a Piratas Estilizados apresentou o enredo “Toque o Alujá para o Alafim de Oió: A Ancestralidade que ecoa nos Sagrados Tambores dos Piratas Estilizados”. Com uma narrativa inspirada na criação do mundo por Olorum, a escola destacou o tambor como elemento sagrado e elo entre o humano e o divino, fechando a noite com forte carga simbólica e espiritual.
Com o fim das apresentações, o Carnaval 2026 se consolida como uma edição marcada pela valorização das raízes culturais, pela diversidade de enredos e pela força do samba amapaense como expressão viva da identidade do povo do Amapá.





