ExpoBio UEAP conecta pesquisa, inovação e empreendedorismo na Amazônia

A Universidade do Estado do Amapá (UEAP) realizou, no Campus I, o ExpoBio UEAP, com o workshop “Startup em Bioeconomia: Transformando Pesquisa em Negócio”. A programação reuniu palestras, troca de experiências e exposição de bioprodutos desenvolvidos por empreendedores e integrantes da comunidade acadêmica.
Foto: Alitha Maria/UEAP
Foto: Alitha Maria/UEAP

Promovido em parceria com o Sebrae, o evento teve como objetivo aproximar a pesquisa científica, a inovação e o mercado, incentivando a transformação da biodiversidade e dos conhecimentos amazônicos em produtos sustentáveis e oportunidades de negócios.

Foto: Alitha Maria/UEAP
Foto: Alitha Maria/UEAP

A feira contou com empresas e empreendedores dos segmentos de alimentos, bebidas, cosméticos, biojoias e artesanato, além de projetos acadêmicos com potencial para se transformar em empresas.

“Essa feira busca apresentar, além das startups já consolidadas, projetos acadêmicos com potencial de se tornar empresa. Então, hoje temos aqui mais de 20 startups, mais de 12 projetos acadêmicos e todos esses projetos com potencial incrível dentro da nossa biodiversidade”, destacou a coordenadora do evento, professora Alana Soares.

Produtos amazônicos e iniciativas acadêmicas

Entre os negócios apresentados estava o Pimenteiro, empreendimento de Débora Ferreira especializado na produção de molhos artesanais de pimenta. A iniciativa utiliza ingredientes regionais, como o tucupi, e técnicas de fermentação para garantir a disponibilidade dos produtos mesmo em períodos de escassez da matéria-prima.

Foto: Alitha Maria/UEAP
Foto: Alitha Maria/UEAP

“Começamos a produzir nossos molhos desde o mês de maio por meio do processo de airlock, em que o colocamos dentro do barril e ele fica maturando por 60 a 90 dias. Depois a envasamos para colocar no mercado, porque só dessa forma conseguimos ter o produto e não faltar na mesa do amapaense”, explicou a empreendedora.

O espaço também abriu oportunidades para estudantes da UEAP apresentarem projetos desenvolvidos durante a formação acadêmica. Um dos destaques foi o Nós do Amor, iniciativa de Thaís Lobato, aluna do curso de Tecnologia em Design, que ensina macramê — técnica de tecelagem manual baseada em nós — para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Universidade e mercado em conexão

A programação incluiu palestras com especialistas de instituições de ensino e representantes de startups, que discutiram oportunidades de mercado, inovação e estratégias para transformar pesquisas em produtos comercializáveis.

Uma das palestrantes foi Erika Bezerra, professora do Instituto Federal do Amapá (Ifap) e coordenadora de iniciativas de startups voltadas à conexão entre tecnologia, pesquisa e biodiversidade. Ela ressaltou a importância de promover espaços que aproximem a produção científica das demandas do mercado.

“Esse é um momento muito especial, quando colocamos uma atuação na prática da universidade conectando inovação, tecnologia, bioeconomia, e discutimos como juntar tudo isso para, de fato, colocar no mercado, em forma de produtos, com competitividade, aplicabilidade, desenvolvimento e geração de renda. É aqui que cumprimos nossa missão e é aqui que o trabalho gera resultados”, afirmou.

A ExpoBio UEAP reforça o papel da universidade no incentivo ao empreendedorismo e na valorização dos recursos amazônicos, estimulando iniciativas que unem conhecimento científico, sustentabilidade e geração de renda.

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