O Governo do Amapá iniciou tratativas com representantes do Sindicato da Indústria do Ferro de Minas Gerais (Sindifer-MG) para avaliar a possibilidade de instalação de uma fábrica de ferro gusa no estado.
A iniciativa faz parte da estratégia de atração de investimentos e busca ampliar o beneficiamento de minérios dentro do próprio Amapá, agregando valor à produção mineral e estimulando a geração de emprego e renda.
As negociações são conduzidas pela Secretaria de Estado da Mineração (Semin), que oferece suporte técnico, geológico e institucional para os estudos relacionados ao projeto.
Segundo o secretário da Semin, Mamede Barbosa, a implantação de uma unidade industrial pode representar um avanço para a cadeia produtiva mineral do estado.
“A instalação de uma usina de ferro gusa, produto intermediário obtido pela redução do minério de ferro em altos-fornos, representa um divisor de águas na cadeia produtiva do estado”, pontuou.
Localização estratégica
Durante as tratativas, foram destacadas as condições logísticas do Amapá para receber investimentos no setor. Entre os principais fatores está a localização do estado e o acesso ao mercado internacional por meio do Porto de Santana, além da proximidade com rotas marítimas que conectam a região à América do Norte, Europa e Ásia.
A aproximação com o Sindifer-MG também busca aproveitar a experiência de Minas Gerais na cadeia siderúrgica. O estado é um dos principais polos brasileiros do setor, reunindo empresas e conhecimento técnico relacionados à produção de ferro gusa.

Estudos devem avaliar viabilidade do projeto
As equipes técnicas do Governo do Amapá e do sindicato mineiro estabeleceram um cronograma para troca de informações e desenvolvimento de estudos sobre o empreendimento.
Entre os pontos que serão analisados estão a viabilidade econômica, logística de abastecimento, disponibilidade de matéria-prima e questões ambientais.
Caso o projeto avance, a expectativa do governo é atrair investimentos privados e gerar centenas de empregos diretos e indiretos durante as etapas de implantação e operação do complexo industrial.
A proposta integra a estratégia estadual de transformar o potencial mineral do Amapá em novas oportunidades de industrialização e desenvolvimento econômico.





