Justiça condena CEA Equatorial por apagão na Zona Sul de Macapá

A Justiça do Amapá condenou a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA Equatorial) ao pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos devido ao apagão ocorrido em abril de 2024, após incêndio na subestação do bairro Jardim Marco Zero, na Zona Sul de Macapá. A decisão atende à Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor.
Foto: MP-AP/Divulgação
Foto: MP-AP/Divulgação

A sentença foi assinada pelo juiz Ernesto Collares, da 3ª Vara Cível de Macapá. O valor da condenação deverá ser dividido entre os consumidores diretamente afetados pela interrupção do fornecimento de energia elétrica, que durou cerca de 31 horas e atingiu aproximadamente 36 mil unidades consumidoras na capital.

Na ação, o MP-AP argumentou que houve falha na prestação de um serviço essencial, causando prejuízos à população, como perdas de alimentos e medicamentos, além de impactos em atividades comerciais e na rotina dos moradores.

Durante o processo, a concessionária alegou que o incêndio teria sido provocado por descarga atmosférica. No entanto, o magistrado entendeu que a empresa não apresentou provas técnicas suficientes para comprovar que o incidente ocorreu exclusivamente por motivo inevitável.

A decisão destaca ainda que empresas responsáveis pela distribuição de energia devem estar preparadas para enfrentar situações previsíveis, como fenômenos climáticos, garantindo sistemas eficientes de proteção e resposta rápida para evitar prejuízos à população.

O promotor de justiça Luiz Marcos da Silva, titular da Promotoria de Defesa do Consumidor, ressaltou que a sentença reforça a responsabilidade das concessionárias na prestação adequada dos serviços públicos essenciais.

“O fornecimento de energia elétrica é indispensável para a população. A decisão reconhece os transtornos causados e reforça a necessidade de investimentos em prevenção e segurança”, afirmou.

Além da indenização, a CEA Equatorial também foi condenada ao pagamento das custas processuais.

Em nota, a concessionária informou que respeita a decisão judicial, mas considera que o caso ocorreu por circunstâncias de força maior e que adotará as medidas legais cabíveis.

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