23 de julho de 2024

Lixeiras viciadas: lições a tirar após o 13 de fevereiro

Órgãos públicos impulsionam campanhas contra o descarte irregular do lixo em Macapá; tempestade de fevereiro teve, como “contribuição”, a falta de consciência ambiental e humana.
As belezas de Macapá como um contraste visual positivo. | Foto: Arquivo G1 Amapá
As belezas de Macapá como um contraste visual positivo. | Foto: Arquivo G1 Amapá

Não é apenas na poesia e na música que Macapá vem se transformando em uma metrópole com um potencial turístico, sobretudo econômico, alvissareiro. A capital, de quatro anos até a realidade, está em um processo de modificação paisagística que, por conseguinte e por óbvio, favorece a população.

E a mobilidade urbana é um dos fatores determinantes. Bairros inteiros pavimentados, vias que jamais foram asfaltadas e urbanizadas, passarelas reformadas ou construídas, fazem parte das ações do poder público que refletem esta significante mudança. Segundo a Prefeitura de Macapá (@prefeiturademacapa), mais de 550 ruas e avenidas, cobrindo mais de 200 km, foram renovadas.

Plano de mobilidade urbana de Macapá vem devolvendo a autoestima da população. Foto: Junior Dantas/PMM
Plano de mobilidade urbana de Macapá vem devolvendo a autoestima da população. Foto: Junior Dantas/PMM

Porém, como em toda cidade, ainda há a ausência de conscientização de uma parte da população em termos de limpeza pública. A cidade, para se manter com aspecto salutar, em todos os sentidos, precisa também de vigilância redobrada. Moradores e a própria PMM vêm flagrando pessoas depositando lixo nas ruas e nos canais que cortam a cidade. As consequências recaem sobre a saúde, tanto a humana quanto a ambiental.

Prejuízos ambiental e humano

No dia 13 último, Macapá foi uma das cidades do Amapá que foi atingida por uma forte tempestade com chuvas intensas de 100mm em apenas 12 horas, chuva equivalente aos 12 dias anteriores de fevereiro, mais ventos que foram de 60 a 100 km, coincidindo com marés lançantes de até 3 metros. Os poderes públicos estadual e municipal, inclusive, decretaram emergência acionando o Governo Federal.

Veículo do Governo do Amapá desobstruindo canais de Macapá
Veículo do Governo do Amapá desobstruindo canais de Macapá

Os prejuízos foram diversos, tanto financeiro quanto humano. Bairros da capital, principalmente os situados às margens do Rio Amazonas e de canais, ficaram intrafegáveis; pessoas ficaram desabrigadas; bueiros entupidos e a drenagem das vias não deram conta da vazão da água; e casas foram alagadas – A ONG Carlos Daniel (@ongcarlosdanieloficial), que representa a luta de crianças e adolescentes contra o câncer, perdeu cestas básicas e material de escritório, como móveis.

Verdadeiro ‘shopping do lixo’

Infelizmente, a intensa ação da natureza, somada a ruas sujas e canais obstruídos – pela ação lamentável de alguns populares –, foram decisivos para que a cidade fosse tomada por água e lixo. Após verificar os pontos estratégicos, GEA e PMM realizaram ações coordenadas para amenizar todo tipo de prejuízo à população. Para se ter uma noção, mais de 200 toneladas, entre lixo e entulho, foram retiradas de canais como o do Beirol e do Nova Esperança.

Prefeitura flagra morador do Nova Esperança “alimentando”uma das inúmeras lixeiras viciadas da capital. Foto: Arquivo PMM
Prefeitura flagra morador do Nova Esperança “alimentando”uma das inúmeras lixeiras viciadas da capital. Foto: Arquivo PMM

Tem para todos os gostos de desasseados. Carcaça de eletrodomésticos (geladeira, sofás, entre outros), lixo de construção, roupas velhas, sobras de comida, animais mortos e até lixo hospitalar. É a composição das chamadas lixeiras viciadas, onde pessoas sem a mínima consciência ambiental e de saúde depositam, durante a madrugada e até à luz do sol, as sujeiras que produzem.

A Prefeitura de Macapá, em suas redes sociais, volta e meia publica o nível nulo de algumas pessoas descartando vários tipos de lixo em ruas e canais. E mesmo após as fortes chuvas e ventos do dia 13. A PMM ainda conclama a população a denunciar quaisquer descartes irregulares pelo telefone (96) 99132-5389.

Prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e equipe de trabalho | Foto: Adevaldo Cunha/PMM | Arquivo PMM
Prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e equipe de trabalho | Foto: Adevaldo Cunha/PMM | Arquivo Prefeitura Municipal de Macapá – PMM

Segundo a Lei Orgânica 054/2008, quem cometer esta infração, estará sujeito a pagar multa de até R$ 1,5 mil, além da possibilidade de aplicação processual baseada nas leis ambientais. Uma opção para descartar o lixo da forma adequada, é entrar em contato com a Secretaria Municipal de Zeladoria Urbana para acionar o DESCARTA TRECO, pelo telefone (96) 98125-1151.

Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Macapá - PMM
Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Macapá – PMM
Helson Freitas, secretário municipal de Zeladoria Urbana | Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Macapá
Helson Freitas, secretário municipal de Zeladoria Urbana | Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Macapá

É preciso ter essa conscientização do descarte de resíduos sólidos de forma adequada. Esse é um projeto essencial que tem feito a diferença na nossa capital”, Helson Freitas, secretário municipal de Zeladoria Urbana.

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