Participaram do encontro a procuradora regional Eleitoral Sarah Cavalcanti e o procurador do Trabalho Hugo Anciães. Eles alinharam o formato do trabalho que será desenvolvido ao longo de 2026, com foco na atuação integrada.
Entre as medidas definidas estão a criação de rotinas de compartilhamento e troca imediata de informações sobre denúncias, além da realização de campanhas de sensibilização para orientar trabalhadores e empregadores sobre o que caracteriza o assédio eleitoral.
O assédio eleitoral ocorre quando há tentativa de influenciar ou direcionar o voto de trabalhadores no ambiente profissional. A prática pode atingir empregados, estagiários, colaboradores eventuais e também servidores públicos. Situações como exigência de participação em atos políticos, pressão para declarar apoio a candidatos ou ameaças relacionadas ao emprego são exemplos desse tipo de irregularidade.
Nas eleições municipais de 2024, o MPT registrou 965 denúncias de assédio eleitoral em todo o país. Desse total, 420 envolveram casos ligados à Administração Pública, segundo relatório da instituição.
Como denunciar
Vítimas ou testemunhas podem formalizar denúncia de forma segura e sigilosa. Os canais disponíveis são o do Ministério Público do Trabalho e o do Ministério Público Federal, por meio das plataformas digitais das instituições. O Ministério Público garante o anonimato de quem registra a denúncia.





