Em comunicado, a estatal informou que a perda foi prontamente controlada e isolada. As linhas envolvidas serão recolhidas para inspeção e reparo. A empresa destacou que não houve falhas na sonda nem no poço e que a operação segue em condições seguras, sem riscos à continuidade da perfuração.
Segundo a Petrobras, todas as medidas de segurança foram adotadas e os órgãos competentes devidamente notificados. O fluido utilizado na perfuração é biodegradável e atende aos parâmetros de toxicidade permitidos, não causando danos ao meio ambiente nem à população.
A perfuração do poço Morpho teve início após a concessão de licença ambiental pelo Ibama, em 20 de outubro, encerrando um processo que começou em 2020. O poço possui profundidade total de 7.081 metros, dos quais 2.880 metros correspondem à lâmina d’água.
A estrutura está instalada no bloco FZA-M-059, em águas profundas da Margem Equatorial brasileira, a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas. A exploração na região é alvo de questionamentos de ambientalistas, que alertam para a sensibilidade ambiental da área, marcada por manguezais, rica biodiversidade marinha e a presença de comunidades tradicionais.
Estimativas da Empresa de Pesquisa Energética indicam que a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas pode concentrar até 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente. A Petrobras prevê que a perfuração do poço dure cerca de cinco meses e reforça que, nesta etapa exploratória, não há produção de petróleo, apenas coleta de dados geológicos para avaliar o potencial econômico da área.
Além do Amapá, a companhia mantém atividades exploratórias na bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde já foram perfurados dois poços e há previsão de um terceiro nos próximos meses.
Fonte: jornal O Globo





