Proposta de Acácio Favacho avança na CCJ e barra uso de ‘atalho’ judicial de grandes empresas contra consumidores

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou projeto de lei do deputado federal Acácio Favacho que busca impedir que grandes empresas, como bancos, operadoras e concessionárias, utilizem o chamado pedido contraposto nos Juizados Especiais Cíveis contra consumidores.
Foto: Ascom/Deputado Acácio
Foto: Ascom/Deputado Acácio

A proposta corrige uma distorção no uso da estrutura criada pela Lei 9.099/95, que instituiu os Juizados Especiais para garantir justiça rápida, simplificada e acessível ao cidadão em causas de menor complexidade.

Pela regra atual, empresas de grande porte podem apresentar pedido contraposto dentro da mesma ação movida pelo consumidor, transformando o processo em uma cobrança judicial simplificada. Na prática, isso permite que corporações utilizem o próprio ambiente criado para proteger o cidadão como mecanismo de cobrança.

Com o texto aprovado, pessoas jurídicas que não se enquadram como micro ou pequenas empresas ficam impedidas de recorrer a esse instrumento nos Juizados Especiais. Assim, cobranças por parte de grandes empresas deverão seguir pela Justiça Comum, com rito ordinário e custas processuais correspondentes.

Segundo Acácio Favacho, a proposta fortalece a proteção do consumidor e preserva a finalidade original dos Juizados Especiais.

“Não podemos permitir que empresas que faturam bilhões utilizem uma estrutura simplificada, mantida pelos impostos do cidadão, para facilitar a cobrança de suas próprias faturas e contratos”, destacou o parlamentar.

Após a aprovação definitiva na CCJ, o projeto segue agora para análise no Senado Federal. Se aprovado sem alterações, poderá seguir para sanção presidencial e se tornar lei em todo o país.

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