A proposta do memorial é transformar a arte urbana em um espaço permanente de memória, conscientização e resistência, utilizando a pintura coletiva para homenagear mulheres vítimas da violência de gênero e reforçar a luta pela defesa da vida e dos direitos femininos.
A secretária da SEPM, Simone Palheta, destacou a importância simbólica do memorial para fortalecer a mobilização social no combate à violência contra as mulheres.

“Os memoriais são extremamente importantes, porque inauguram novos ciclos, e eu acredito nesse novo tempo, nesse novo momento em que, a partir daqui, vamos nos fortalecer ainda mais em parceria com os movimentos sociais e todas as pessoas que prestigiam este evento, pois todos fazem parte dessa luta. Eu preciso de vocês e nós precisamos estar juntos nesta batalha”.
A obra foi construída de forma colaborativa por artistas de São Paulo, Brasília e do Amapá, valorizando a produção artística feminina e promovendo intercâmbio cultural entre diferentes regiões do país.
O mural retrata elementos marcantes da cultura amapaense, como o Rio Amazonas, a Fortaleza de São José de Macapá e o Monumento Marco Zero, além de imagens de mulheres negras, indígenas e outras representações ligadas à resistência e ao acolhimento.
“Eu posso andar só, pois sozinha eu ando bem, mas com você ando melhor”, cantando esse refrão, um grupo de mulheres adentrou o SuperFácil para participar do ato inaugural do mural, acompanhado de autoridades e da representante do Ministério das Mulheres, Kênia Figueiredo.

A diretora-geral do SuperFácil, Renata Apóstolo, afirmou que a instalação da obra em um espaço de grande circulação amplia o alcance da mensagem de conscientização.
“Agora este mural é todo meu”, em referência ao fato de que o espaço foi instalado no hall de entrada do órgão, local de grande circulação e visibilidade para o público.
Participaram da intervenção artística as grafiteiras Kátia Lombardo, Simone Siss e Kelly S. Reis, de São Paulo, junto às artistas amapaenses Moka, Luci, Ratazana, Campis e Mori.
A intervenção passa a integrar o Ato Memorial pela Vida das Mulheres, iniciativa do Ministério das Mulheres presente em diferentes estados brasileiros como símbolo permanente de enfrentamento ao feminicídio.





