Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados do Amapá, São Paulo e Minas Gerais. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal no Amapá.
Segundo as investigações, o grupo criminoso explorava minério de forma ilegal em larga escala e utilizava um esquema para ocultar a origem dos recursos obtidos com a atividade. Os suspeitos teriam promovido o chamado “esquentamento” da cassiterita extraída clandestinamente, utilizando documentação fraudulenta para inserir o minério no mercado formal.
As apurações apontam que mais de 670 toneladas de cassiterita foram comercializadas por meio do esquema investigado. A movimentação financeira atribuída à organização criminosa ultrapassa R$ 200 milhões, gerando prejuízos à ordem econômica e impactos ambientais significativos.
A operação desta quinta-feira é um desdobramento da primeira fase da Operação Trono de Ferro, realizada em fevereiro deste ano. Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu 36 mandados judiciais, prendeu seis pessoas e obteve o bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e valores.
Nesta nova fase, a Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 250 milhões em patrimônio dos investigados. Com isso, o total de recursos bloqueados ao longo da investigação já supera R$ 650 milhões.
De acordo com a Polícia Federal, as medidas têm como objetivo interromper as atividades da organização criminosa, aprofundar a coleta de provas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, lavagem de dinheiro, falsidade documental e outros delitos relacionados.





