Durante coletiva de imprensa, o presidente do TJAP, desembargador Jayme Ferreira, e o juiz auxiliar da Presidência, André Gonçalves, explicaram que os criminosos entram em contato principalmente por WhatsApp, ligações telefônicas e chamadas de vídeo, informando números reais de processos, nomes de partes, advogados e magistrados para dar credibilidade ao golpe.
De acordo com o Tribunal, os estelionatários costumam prometer a liberação de valores ou a agilização de processos judiciais mediante pagamento antecipado, utilizando pressão psicológica para impedir que a vítima confirme as informações pelos canais oficiais.
O presidente do TJAP reforçou que nenhum magistrado ou servidor do Judiciário solicita depósitos, PIX, pagamento de taxas ou qualquer tipo de transferência para liberar processos ou valores. Ele destacou ainda que o Tribunal já colaborou com investigações da Polícia Civil que resultaram na identificação e prisão de integrantes de organizações criminosas em diferentes estados do país.

Outro ponto de atenção apresentado foi o uso crescente da inteligência artificial para simular rostos e vozes em videochamadas. Segundo o juiz André Gonçalves, nem mesmo esse tipo de contato deve ser considerado confiável sem a devida confirmação pelos canais oficiais.
“Já identificamos tentativas de golpe com chamadas de vídeo nas quais os criminosos utilizam inteligência artificial para simular o rosto de outra pessoa. Hoje ainda existem distorções perceptíveis, mas essa tecnologia evolui rapidamente. Por isso, nem uma videochamada deve servir como confirmação. Na dúvida, procure exclusivamente os canais oficiais do Tribunal”, destacou o uiz André Gonçalves.
Como se proteger
O TJAP orienta que, ao receber qualquer contato suspeito:
- Não forneça dados pessoais, bancários ou senhas;
- Não faça depósitos, PIX ou qualquer pagamento;
- Interrompa a conversa imediatamente;
- Confirme as informações apenas pelos canais oficiais do Tribunal, como o Portal do TJAP, o Balcão Virtual, telefone institucional ou atendimento presencial.
Caso a pessoa perceba que foi vítima do golpe, a orientação é registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil e comunicar imediatamente o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá para auxiliar nas investigações e evitar novas vítimas.





