Coordenada pela pesquisadora Darley Calderaro Leal Matos, do Instituto Federal do Amapá (Ifap), campus Laranjal do Jari, a iniciativa alia pesquisa científica, inovação tecnológica e empreendedorismo, com potencial para geração de negócios e impactos positivos na economia regional.
Batizado de BioFire Tech, o produto utiliza extratos de pimenta-de-cheiro, malagueta e dedo-de-moça para eliminar formigas-de-fogo. Durante os testes laboratoriais, a formulação desenvolvida com pimenta malagueta apresentou resultados expressivos, alcançando até 100% de mortalidade dos insetos em menos de três horas após a aplicação.
Além da eficácia, os pesquisadores identificaram alta estabilidade do produto, que manteve entre 95% e 100% da capacidade de combate mesmo após 30 dias de armazenamento. O estudo também detectou a presença de compostos fenólicos, flavonoides e atividade antioxidante nos extratos, com melhor desempenho quando associados à vitamina C.
A pesquisa teve origem em uma prática popular utilizada para afastar formigas com o uso de pimenta. A partir dessa observação, a equipe transformou o conhecimento tradicional em um estudo científico que evoluiu para o desenvolvimento de uma tecnologia com potencial de mercado.

O projeto já avançou para além dos laboratórios. Os pesquisadores desenvolveram um protótipo funcional, iniciaram o processo de patenteamento da tecnologia junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e estruturaram uma startup para futura comercialização do produto.
Segundo a coordenadora da pesquisa, o apoio da Fapeap foi fundamental para transformar a iniciativa em uma inovação com potencial econômico.
“O fomento da Fapeap foi o combustível necessário para transformar a pesquisa de laboratório em um negócio real e inovador. O apoio permitiu o desenvolvimento do protótipo e viabilizou o processo de patenteamento da tecnologia”, destacou Darley Calderaro Leal Matos.
Para o presidente da Fapeap, Gutemberg Silva, o projeto demonstra a importância dos investimentos em ciência e inovação como ferramentas para o desenvolvimento sustentável do estado.
“Essa pesquisa reúne elementos fundamentais para a nova economia baseada no conhecimento: inovação, sustentabilidade, geração de negócios e valorização dos recursos da nossa região. É um resultado que demonstra a importância do apoio contínuo do Governo do Estado à ciência e à tecnologia”, ressaltou.
Com o desenvolvimento do BioFire Tech, o Amapá passa a contar com uma alternativa sustentável para o controle de formigas-de-fogo, reduzindo a dependência de inseticidas químicos e fortalecendo a bioeconomia amazônica por meio da valorização dos recursos naturais da região.





