A participação será coordenada pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), que terá como um dos principais focos a divulgação das possibilidades relacionadas à Margem Equatorial e à formação de uma cadeia econômica ligada aos setores de petróleo e gás.
Considerada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) como o “maior festival de energia do planeta”, a ROG.e 2026 será realizada no Riocentro e deve reunir cerca de 75 mil participantes, 650 empresas expositoras, 13 pavilhões internacionais e mais de 600 horas de conteúdo.
O evento reúne empresas, investidores, operadores, fornecedores e representantes do setor energético nacional e internacional. Para o Amapá, a programação será utilizada como espaço para divulgar projetos, apresentar informações sobre o Estado e estabelecer contatos com empresas interessadas em atuar na região.
Entre os assuntos que serão apresentados estão as oportunidades relacionadas à Margem Equatorial, além de logística, infraestrutura e desenvolvimento de fornecedores e serviços ligados à cadeia de petróleo e gás.

Segundo o presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga, a presença no evento permite aproximar o Estado de empresas e investidores do setor.
“Estamos levando o Amapá para um ambiente onde estão os grandes investidores, operadores e fornecedores da indústria de energia. Nosso objetivo é apresentar o Estado não apenas pelo seu potencial, mas pelas oportunidades concretas que já existem e pelas condições que estamos construindo para receber novos investimentos”, afirmou.
Pitaluga também destacou que a estratégia considera os possíveis impactos da expansão da atividade energética na região, incluindo a necessidade de preparar o Estado para uma eventual ampliação da cadeia produtiva.
“O Amapá não quer esperar os investimentos chegarem para começar a se preparar. Estamos trabalhando para que o Estado esteja pronto, com uma estratégia de atração de investimentos e uma visão de cadeia produtiva. A oportunidade não está somente na exploração de petróleo e gás, mas em toda a estrutura de serviços, logística, fornecedores, tecnologia e qualificação que pode surgir a partir desse novo cenário”, declarou.
A participação na ROG.e faz parte de uma agenda da Agência Amapá voltada ao setor energético. Em 2026, o presidente da instituição participou da Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, nos Estados Unidos, e do Amazon Energy, em Belém, onde foram discutidas questões relacionadas à Margem Equatorial e às oportunidades para a indústria de petróleo e gás na região.
Posição geográfica
Durante o evento, a Agência Amapá também pretende destacar a localização do Estado na costa norte brasileira e sua proximidade com mercados da América do Sul e do Caribe como fatores relacionados às oportunidades de negócios e investimentos.
“Estamos construindo uma posição estratégica para o Amapá. Quando empresas e investidores discutem a expansão da fronteira energética brasileira, queremos que o nosso Estado esteja entre os primeiros lugares considerados. A ROG.e é uma oportunidade para transformar a visibilidade em relacionamento e relacionamento em negócios”, completou Wandenberg.
A ROG.e 2026 terá 117 mil metros quadrados de área total, sendo 22 mil metros quadrados destinados à exposição. A programação contará com debates sobre segurança energética, inovação, investimentos, transição energética, descarbonização, tecnologia e cadeia de suprimentos, além de rodadas de negócios e espaços destinados à conexão entre empresas e investidores.




