15 de julho de 2024

Considerada “obra da década”, nova Ponte Sérgio Arruda é entregue

Água vindo de cima e água passando embaixo. Prefeito Antônio Furlan entrega a nova Ponte Sérgio Arruda, um marco da mobilidade urbana macapaense.
Foto: Jesiel Braga/PMM
Foto: Jesiel Braga/PMM

O tempo na administração pública é essencial para definir a capacidade de macrogestão de uma cidade em constante crescimento como a Macapá atual, uma capital que gradativamente vai se tornando uma metrópole que exige ações mais efetivas do poder público municipal. Algumas considerações a ser feitas sobre a nova Ponte Sérgio Arruda, inaugurada hoje, 15.

As peculiaridades sobre a velha ponte que a história registrou por 20 anos, teve capítulos no mínimo curiosos. A grande elevação da antiga Sérgio Arruda sobre o Canal do Jandiá, foi uma solicitação bem-intencionada do então governador João Capiberibe ao prefeito da época, João Henrique, para que o transporte intermodal, viário e fluvial, pudesse ser efetivado.

Porém, após a construção da ponte, observou-se que o canal não possuía calado (profundidade) suficiente para que embarcações pudessem navegar de Macapá a Santana, a rota imaginada por Capiberibe no início dos anos 2000. Outros serviços como desassoreamento, alargamento e limpeza do Jandiá também teriam que ser feitos para possibilitar a navegação.

A Zona Norte da cidade, à época, já passava por um acelerado processo de densidade populacional e um dos motivos era a migração de pessoas de outros estados em busca de trabalho e moradia. E a ponte antiga, mesmo com problemas em sua estrutura, o que ocasionou até intervenções do Ministério Público do Amapá exigindo os reparos necessários, foi essencial dentro de suas limitações.

Hoje, a população da parte norte da cidade ultrapassa os 120 mil habitantes distribuídos em mais de 20 bairros. Como citado no início deste texto, a capital do Amapá é uma metrópole em célere estado de evolução com bastante potencial socioeconômico. Macapá já não é mais uma “metrópole de papel”, ou seja, um espaço urbano inerte, herança de administrações passadas que atuavam com o mais do mesmo.

Com a nova Ponte Sérgio Arruda, a maior obra de mobilidade urbana de Macapá e considerada pelo prefeito Antônio Furlan como empreendimento da década, a capital amapaense ganha mais destaque como influência político-administrativa, econômica e social. A manhã desta sexta-feira (15) revelou uma nova Sérgio Arruda, agora construída no nível do pavimento asfáltico, com ares modernos e paisagísticos, além da funcionalidade de suas vias que foi quadruplicada em relação à antiga.

A nova Sérgio Arruda foi construída em três meses e contou com a viabilização do senador Davi Alcolumbre (União), junto ao projeto Calha Norte, que liberou R$ 9,8 milhão via emenda parlamentar do deputado federal Vinicius Gurgel (PL). A Prefeitura de Macapá investiu R$ 4 milhões como contrapartida.

No entorno da ponte, houve um processo de urbanização a ver com a capital do Amapá, como pavimentação de ruas adjacentes, a construção de um canteiro com plantação de árvores nativas, instalação de elementos que representam Macapá, como a bandeira do município e um relógio em formato de baluarte em alusão à Fortaleza de São José.

São poucas as informações sobre a vida de Sérgio Benedito de Arruda, lembrado, obviamente, pela ponte da zona norte a que empresta seu nome. Mas, pelo visto, tinha apreciação por lugares relativamente altos. Foi jogador de basquete e até competiu, pela seleção amapaense juvenil, em um torneio em Porto Alegre (RS).

Foi membro do Clube Saci, que realizava eventos culturais e esportivos e participou de eventos contrários à ditadura após 1964. Ironia? Sérgio, depois de formado como engenheiro civil, foi nomeado secretário de obras no governo de Aníbal Barcellos, quando o presidente da República era João Figueiredo, ainda do regime militar. Arruda foi considerado um dos pioneiros do setor no Amapá.

Também não se tem notícias da sua data de nascimento e de quando partiu. Porém, o engenheiro que apreciava voar para realizar seus lances de basquete, como a “ponte aérea”, hoje é um elo de progresso para Macapá. E à sua altura.

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