23 de julho de 2024

Maior apreensão de drogas da história do AP ocorre no Sul do estado.

Uma verdadeira união de policiais fez a maior apreensão de drogas da história, prendeu e apreendeu "mula" e sua respectiva mala de entorpecentes, proveniente de Manaus, além de autuações por crimes ambientais e porte ilegal de arma de fogo.
Foto: PF
Foto: PF

Policiais civis da Delegacia Especializada em Tóxicos e Entorpecentes (Dete), com o suporte da Delegacia de Laranjal do Jari, realizaram a maior apreensão de drogas já registrada no estado do Amapá, retirando de circulação impressionantes 218 quilos de substância ilícita.

Quase 220 quilos de droga e aproximadamente R$ 6 milhões a menos para o crime organizado. A maior apreensão da história do combate ao narcotráfico do Amapá. Foto: Polícia Civil/Reprodução.

A operação bem-sucedida culminou no início da tarde de sexta-feira, 21, após um exaustivo e meticuloso trabalho investigativo conduzido pela equipe da Dete. Segundo o delegado Éstefano Santos, titular da especializada, “nós estávamos monitorando um indivíduo que era responsável por transportar grandes quantidades de entorpecentes. Conseguimos identificar que ele havia deixado Macapá na véspera, dirigindo-se ao município de Laranjal do Jari, onde se encontrou com outro elemento, conhecido por realizar a mesma atividade“, narrou Santos.

Conforme levantamentos realizados pela polícia, um dos suspeitos utilizou um automóvel para chegar até Santarém, no Pará, onde carregou o veículo com os entorpecentes. “Como já possuíamos informações detalhadas, através do nosso serviço de inteligência, solicitamos apoio dos colegas para efetuar a abordagem”, explicou a autoridade policial.

O carro foi interceptado no momento em que desembarcava da balsa que realiza a travessia de Monte Alegre (PA) para Laranjal do Jari. Os tabletes, pesando aproximadamente um quilo cada, estavam acondicionados no porta-malas e no banco traseiro do veículo. “O material ainda passará por perícia. Não sabemos ao certo qual é o tipo de entorpecente”, declarou Éstefano.

Além dos mais de duzentos quilos de drogas, a polícia encontrou em posse dos suspeitos uma arma de fogo de uso restrito – uma pistola calibre 9mm – e munições. José Orlando Lima da Silva, 46; Oséias dos Santos Gama, 41; e Rony Araújo Rodrigues, 38, que estavam dentro do veículo, foram presos e conduzidos à delegacia, onde foram autuados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Eles serão levados à audiência de custódia e permanecerão à disposição do Poder Judiciário.

Estima-se que a operação tenha causado um prejuízo de mais de R$ 6 milhões ao crime organizado. O material apreendido já foi transportado para a capital pelo Grupo Tático Aéreo (GTA).

Tabletes com drogas pertencentes ao montante de 218 kg, a apreensão histórica da Justiça amapaense. Foto: PC/AP

EM SANTANA, POLÍCIAS DERAM MAIS UM PREJUÍZO AO CRIME ORGANIZADO

Forças de Segurança do Amapá apreenderam mais de 7,5 kg de maconha no Porto do Grego, localizado no município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), o Canil do Bope, a Companhia de Operações Especializadas (COE) e a Delegacia Especializada em Tóxicos e Entorpecentes (Dete), com o apoio do Grupo de Polícia Marítima da Polícia Federal (Nepom), comandaram a incursão policial.

A apreensão ocorreu durante a inspeção de uma embarcação procedente de Santarém, no Pará. Dentro do barco, os agentes desconfiaram de uma mala e do comportamento de uma mulher ao vê-los. Ao fazer a aproximação, comprovaram que a mala estava repleta de produtos ilícitos e a prenderam em flagrante.

Mala repleta de tabletes com droga, transportada por uma mulher de 20 anos, mais uma “mula” do tráfico. Itinerário iniciou em Manaus, passou por Santarém (PA) e chegou a Santana para imediata prisão e apreensão. Foto: Polícia Federal/AP

As “mulas”, tanto faz em terra, água ou rio, por vezes recebem quantias irrisórias para levar a droga para onde as mandam ir, se aproveitando da vulnerabilidade social, estas pessoas aceitam proposta. Infelizmente, a falta de oportunidades e esta prática delinquente também existe nos rios da Amazônia.

Como de praxe, neste tipo de abordagem policial, ela alegou que a mala não lhe pertencia. Porém, investigações policiais revelaram que ela havia partido de Manaus e passando por Santarém antes de chegar a Macapá.

A descoberta da droga foi possível graças a uma denúncia anônima, que permitiu às equipes policiais averiguar e confirmar a informação. A mulher detida foi conduzida à sede da Polícia Federal para os procedimentos legais e provavelmente responderá por tráfico interestadual de drogas.

POR AR, TERRA E MAR OS POLICIAIS DO AMAPÁ COMBATEM O CRIME ORGANIZADO

Em menos de dois dias, três ações de todas as forças de policia do estado e federais ocorreram de Santana ao Laranjal do Jari. Após a força-tarefa prender e apreender, às margens do Rio Amazonas, em Santana, a mulher que levava 7,5 kg de entorpecentes em uma mala, além da maior apreensão de drogas da história da polícia amapaense ocorrida em Laranjal do Jari, foi também em Laranjal que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) comandou a Operação “Arco Verde”. A PRF fez apreensão de uma pistola 9mm, 46 munições e dois caminhões envolvidos em práticas de poluição ambiental. A informação só foi divulgada hoje por cautela de investigação.

A PRF informou que os indivíduos envolvidos foram autuados por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e por danos ao meio ambiente, afetando a fauna e a flora, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais. A região que circunda o município de Laranjal do Jari é riquíssima em biodiversidade. Árvores nobres como Mogno, Angelim vermelho e a própria castanheira, entre outras espécies, sempre estão no alvo de predadores ambientais.

PRF fazendo autuacao de individuos que estavam a cometer crimes ambientais e ainda portavam arma de fogo restrito. Foto: PRF/AP

Laranjal, entre outras unidades de conservação, faz parte do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PARNA Tumucumaque), área federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Infelizmente, vez ou outra o Batalhão de Operações Especiais Amapá (Bope) Polícia Federal (PF) e a PRF são acionadas, ou realizam operações para proteger o patrimônio amazônico, como o garimpo clandestino.

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