15 de julho de 2024

Humor Negro – por Edinho Duarte

O humor negro tem se tornado cada vez mais comum no curso da vida das pessoas e permeia boa parte dos meandros da representação linguística, seja nos programas de televisão, seja na internet pelas redes sociais.
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Esta semana viralizou nas redes sociais o caso da mulher que levou o morto para sacar empréstimo e o fato estarrecedor se tornou destaque na imprensa mundial. A notícia virou piada nacional e muita gente se aproveitou para satirizar o lamentável episódio.

Se não fosse trágico, de fato seria cômico! um tipo de humor que surpreende por seu sentido paradoxal, de promover o riso e o prazer numa situação de horror, o que nos causa constrangimento e perplexidade.

O humor negro, comédia negra ou humor ácido é um subgênero da comédia que tem sido utilizado pelas pessoas, sem o menor pudor, para fazer graça com situações trágicas ou desagradáveis, usando temas mórbidos, sérios ou tabus com o intuito principal de produzir engajamento nas redes sociais a qualquer preço.

Mas o humor grosseiro não é uma exclusividade dos tempos extremamente brutos que vivemos. O uso excessivo de palavrões – que vem desde Dercy Gonçalves, outra que na minha opinião não tinha graça nenhuma – e de outros recursos de baixo calão, é a aposta no choque e não na graça ou na inteligência. Na verdade sutileza é artigo em falta nos dias de hoje.

As pessoas confundem “Humor Negro” com “Senso de Humor”. Ter senso de humor é uma qualidade própria da personalidade de uma pessoa mais bem disposta com a vida, que não se chateia com os pequenos problemas do cotidiano e que sabe ver o lado engraçado e menos dramático das situações difíceis.

O bom humor é uma característica das pessoas que vivem de maneira leve, cultivam atitudes de cortesia, são hábeis em desenvolver emoções positivas, recordam com frequência bons momentos e procuram transmitir serenidade e esperança.

Quando uma piada de bom gosto é considerada uma brincadeira por um determinado grupo pessoas, não há nenhum problema. Mas caso seja considerada por esse mesmo grupo como agressiva, a piada passa a ser ofensa e não deve ser mais repetida. Quem escolhe até onde vai o humor é quem está sendo o alvo da piada e isso precisa ser respeitado.

Mas, o que vimos esta semana é um tipo de humor que escancara a falta de empatia das pessoas – seres humanos que não conseguem se colocar no lugar do outro.

Pense nisso!

Edinho Duarte | Jornalista e pedagogo

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