Nesta segunda-feira (13), o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Marcelo Moreira, reuniu representantes da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), do Batalhão Ambiental da Polícia Militar e da Polícia Científica do Amapá (PCA) para discutir medidas após a mortandade dos animais.
O caso chegou às autoridades após uma moradora do distrito denunciar a morte dos botos. Equipes policiais foram acionadas e constataram indícios de violência contra os animais.
Segundo o promotor Marcelo Moreira, a situação exige medidas urgentes por envolver uma espécie ameaçada de extinção e encontrada em seu habitat natural.
Como parte das ações, o Ministério Público vai solicitar informações ao Ministério da Pesca, à Colônia de Pescadores, à Associação de Moradores do Ariri e ao Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) sobre a atividade pesqueira e o uso do habitat dos botos na região.
As informações deverão ajudar na elaboração de ações de educação ambiental voltadas a moradores, proprietários de balneários e veranistas que frequentam o distrito.
“Todos têm que estar juntos nesta causa, denunciar a pesca e a violência contra esta espécie representativa da Amazônia brasileira, para que sejam preservados. Eles não fazem mal aos seres humanos, não são inimigos dos pescadores e ajudam a manter o equilíbrio ambiental. Não podem ser vítimas destes crimes bárbaros e de consequências cíclicas no processo de extinção de espécies na região”, afirmou o promotor.





