MP Eleitoral recomenda ações para impedir influência do crime organizado nas eleições de 2026 no Amapá

O Ministério Público Eleitoral encaminhou, nesta quarta-feira (1º), uma recomendação aos presidentes dos diretórios estaduais dos partidos políticos no Amapá com orientações para reforçar a integridade das Eleições 2026 e prevenir a infiltração do crime organizado no processo eleitoral.
Foto: TSE/Reprodução
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O documento propõe que as legendas adotem mecanismos internos para avaliar o histórico de seus pré-candidatos e identificar possíveis vínculos com organizações criminosas ou indícios de financiamento por recursos de origem ilícita.

Entre as medidas sugeridas está a exigência de certidões criminais de todos os pré-candidatos, permitindo aos partidos verificar a existência de antecedentes criminais antes da definição das candidaturas.

O Ministério Público Eleitoral também orienta que pessoas sob suspeita de ligação com facções criminosas não participem das convenções partidárias. Caso já tenham sido escolhidas, a recomendação é que seus nomes não sejam encaminhados à Justiça Eleitoral para registro de candidatura.

Além disso, se surgirem indícios de envolvimento com organizações criminosas ou de financiamento ilegal após o registro da candidatura, os partidos deverão comunicar imediatamente o Ministério Público Eleitoral e apresentar as informações e provas disponíveis.

As agremiações terão o prazo de 10 dias úteis para informar ao Ministério Público Eleitoral as providências adotadas em atendimento à recomendação. Segundo o órgão, a iniciativa busca fortalecer a transparência, a legalidade e a lisura do processo eleitoral no estado.

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