Além do empreendedorismo, o grupo utiliza a produção de biojoias e panos de prato como forma de gerar renda e dar visibilidade à causa. Segundo a presidente da associação, Leidiane Oliveira, mais de 300 mulheres são atendidas pelo projeto, que desenvolve ações em diferentes pontos de Macapá e tem sede no bairro Goiabal, na Zona Oeste.
No local funciona o projeto Semeando o Futuro, coordenado pela pastora Selma. A participação na Expofeira tem como um dos objetivos arrecadar recursos para a reforma do telhado da sede.

Educação também entra na pauta
Durante a conversa, o grupo relatou ainda a identificação de crianças que estão fora da sala de aula na região atendida pelo projeto.
“É dever do poder público garantir o acesso à educação para todas as nossas crianças, então há uma carência na oferta de instituições públicas de educação infantil naquela região do bairro Goiabal, que nós vamos também agir através da força de nossa atuação política”, disse Alliny Serrão.
O projeto oferece atividades de alfabetização, dança, recreação e música, contando com a participação voluntária de educadoras e pedagogas.
Pétalas que representam reconstrução
O nome da associação faz referência à história da mãe de uma das assistidas e fundadora da iniciativa, que sobreviveu a um estupro e a uma tentativa de feminicídio.
Segundo Leidiane, a proposta é ajudar mulheres que passaram por situações de violência a reconstruírem suas vidas e recuperarem a autonomia.
“A gente trabalha para garantir que essas mulheres possam retomar sua vida, mesmo sabendo da dificuldade que é você juntar uma pétala que foi destruída, mas temos força e muita fé na reconstrução dessa flor, então todas nós somos as pétalas dessa rosa”, concluiu.





