23 de julho de 2024

Novo CAGED: Amapá tem mais pessoas com carteira assinada

Estado é o segundo da Região Norte e o décimo sétimo do Brasil que mais oportuniza empregos formais; desenvolvimento de Macapá, nos últimos anos, também é um fator determinante.
Imagem: Reprodução/SECOM/PR
Imagem: Reprodução/SECOM/PR

O início de 2024 revelou que o Amapá teve um saldo positivo, em termos de geração de emprego com carteira assinada. Foram 1.203 vagas de trabalho em um universo de 4.222 admissões e 3.019 demissões. O estado teve boas variações estatísticas em quatro dos cinco grandes setores de geração de emprego no Brasil. Apenas em um houve um demonstrativo de queda na empregabilidade formal.

Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), fazem parte dos cálculos de janeiro deste ano do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED), órgão que acompanha e fiscaliza o processo de admissão e demissão de trabalhadores assistidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O setor de Serviços, que agrega diversas atividades como em hospitais, supermercados, shoppings, escolas, bancos, entre outros, foi onde o Amapá teve mais destaque na geração de empregos com um saldo de 809 vagas. Em segundo, o setor do Comércio teve boa margem e contratou 362 pessoas.

Os setores da Indústria e da Agropecuária tiveram um saldo de 66 e 42 vagas, respectivamente. Já o setor da Construção foi o único que registrou queda na geração de emprego com um saldo negativo de 76 vagas em janeiro.

AMAPÁ BEM RANQUEADO

A Região Norte fechou janeiro com 4.296 postos de trabalho. O Tocantins, 15º no ranking geral, foi o estado que mais oportunizou vagas para emprego na região: 1.447. O Amapá foi o segundo superando estados que têm a economia muito ou relativamente superior.

As 1.203 vagas acrescidas ao Amapá superam, por exemplo, estados como o Amazonas, que possui um parque industrial robusto e muito importante para o Brasil – Zona Franca de Manaus. O estado teve 1.056 vagas preenchidas. Os estados do Maranhão (-841) e do Acre (-33) foram os únicos que tiveram decréscimo na oferta por emprego. Os outros estados que ficaram abaixo do Amapá, além do Amazonas:

  • Amazonas: 1.056
  • Sergipe: 777
  • Alagoas: 773
  • Piauí: 721
  • Paraíba: 332
  • Roraima: 323
  • Rondônia: 189
  • Pará: 111

CAPITAL GERANDO CAPITAL

Já a capital, Macapá, fechou janeiro de 2024 com 1.223 pessoas trabalhando, assegurando 71.976 trabalhadores em regime formal de contratação. Neste mesmo mês, o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, anunciou, também via Novo Caged, que os postos de empregos formais tinham alcançado, em dezembro de 2023, o patamar de 67.008 vagas na capital.

Portanto, houve um salto, de dezembro de 2023 para janeiro de 2024, de 4.968 novos empregos na capital. Além de Macapá, os municípios que fazem parte das estatísticas são Mazagão (65), Pedra Branca do Amapari (19), Cutias (5) e Itaubal (3).

As estatísticas de janeiro do Novo Caged indicam que o Amapá é um estado que, além de estar empregando mais, ainda que seja de forma tímida, possui grande potencial para gerar novas vagas em todos os setores. A ver o crescimento da capital Macapá, hoje uma metrópole em progresso com muitas obras estruturantes concluídas, em execução e a iniciar. Aquecimento da economia, geração de emprego, aumento da renda das pessoas as incluindo como cidadãos dignos de uma vida de boas expectativas.  

O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, falou sobre a atual fase de Macapá que estimula e oportuniza a geração de emprego na capital. “Esse cenário é fruto de trabalho, de investimentos em infraestrutura, de muitas obras na cidade. É fruto também de um ambiente de negócios favorável que faz com que a iniciativa privada faça investimentos. E fazemos um pedido para que cada empresário, cada comerciante empregue mais um de carteira assinada para que Macapá continue avançando“, sustentou.

BRASIL EMPREGOU MAIS

O Ministério do Trabalho também revelou que em janeiro houve 2.067.817 admissões e 1.887.422 desligamentos. Ou seja, 180 mil novos postos de trabalho foram criados, um salto de 100% se comparado a janeiro de 2023 com 90 mil empregos. É o terceiro melhor janeiro desde o início da medição de admissões ou demissões em 2002.

O setor de Serviços foi o que teve mais destaque em empregabilidade no país, segundo o Novo Caged. Mais de 80.597 postos foram criados. Depois, o setor da Indústria com 67.029 mil empregos, seguido da Construção Civil com 49.091. A Agropecuária gerou 21.900 postos e o setor do Comércio foi o único com resultado negativo em janeiro, com perda de 38.212 empregos.

Luiz Marinho, ministro do Trabalho, em entrevista ao Correio Braziliense, disse que o saldo de janeiro é uma boa sinalização para a economia brasileira em 2024, mas que não foi o principal resultado para o mês, porém, “tem um patamar importante de largada na economia deste ano“, ressaltou. Marinho ainda destacou a importância da indústria e que a “reestruturação do parque industrial brasileiro é a oportunidade de o Brasil se reinserir globalmente no debate, como os debates de matriz energética e os anúncios do setor automotivo, com investimentos relevantes“, finalizou.

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