Coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a iniciativa integra o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) e dá continuidade ao levantamento da fauna da unidade de conservação, iniciado em agosto. A equipe contou com técnicos do governo e monitores das comunidades do entorno, além do apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).
Durante o trabalho, foram instaladas 48 armadilhas para a coleta de dados sobre borboletas frugívoras, distribuídas igualmente entre três trilhas. O levantamento de mamíferos e aves ocorreu por meio de caminhadas sistemáticas, utilizando o método de transecção linear.

Os dados preliminares identificaram diferentes grupos de animais, entre eles primatas, roedores, ungulados, tatus e aves terrestres. Os registros contribuem para ampliar o conhecimento sobre a diversidade da fauna nas áreas monitoradas.
Segundo Maíra Lopes, chefe da Unidade de Conservação e analista de Meio Ambiente, a repetição das coletas nas mesmas estações permite comparar os registros ao longo do tempo e compreender melhor a ocorrência das espécies. Ela também destacou a importância da participação dos monitores comunitários nas atividades de campo e nas ações de conservação.
Monitoramento contínuo
A coleta periódica de informações permite identificar possíveis mudanças na composição da fauna e produzir dados que auxiliam na gestão da reserva. O envolvimento dos moradores das comunidades próximas também fortalece a participação local na proteção da biodiversidade.
A próxima expedição está prevista para o período de 18 de novembro a 5 de dezembro, quando será realizada a segunda coleta anual de dados sobre mamíferos e aves. A campanha deve concluir o quinto ano de monitoramento nas três estações amostrais da reserva, ampliando o histórico de informações sobre a fauna da região.
A secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, ressaltou que o acompanhamento contínuo da biodiversidade contribui para orientar decisões relacionadas à gestão das unidades de conservação e à preservação da floresta amazônica.





