Já a Estação Primeira de Mangueira levou para a avenida o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, uma celebração à cultura afro-amapaense e à ancestralidade do extremo Norte do Brasil. O desfile foi marcado por forte emoção, aplausos do público e ampla repercussão nacional. Ao final da apuração, a verde e rosa ficou na sexta colocação, assegurando vaga no tradicional Desfile das Campeãs.

O desfile da Mangueira foi um verdadeiro manifesto cultural. Inspirada na trajetória de Raimundo dos Santos Souza, o Mestre Sacaca, símbolo dos saberes tradicionais da floresta, a escola apresentou uma narrativa que uniu espiritualidade, resistência e identidade amazônica. A Amazônia Negra ganhou protagonismo por meio do marabaixo, dos rituais indígenas, das encantarias da floresta e dos conhecimentos ancestrais transmitidos entre gerações.
Com cerca de 3 mil componentes, distribuídos em 27 alas, cinco carros alegóricos e um tripé, a escola emocionou da comissão de frente ao último carro, que trouxe familiares de Mestre Sacaca. O samba ganhou ainda mais força com a presença de tocadores de caixa de marabaixo integrados à bateria e com a participação de artistas e personalidades amapaenses, reforçando o elo entre o Amapá e a Sapucaí.
Desfile das Campeãs – Carnaval do Rio 2026
As seis escolas que voltam à avenida no Sábado das Campeãs são:
- Viradouro
- Beija-Flor
- Vila Isabel
- Salgueiro
- Imperatriz
- Mangueira
Mangueira leva a força da Amazônia Negra à Sapucaí em homenagem a Mestre Sacaca
O desfile da Estação Primeira de Mangueira levou para a Marquês de Sapucaí um forte discurso de cultura, identidade e ancestralidade, tendo como figura central Mestre Sacaca (Raimundo dos Santos Souza), conhecido como o “Doutor da Floresta”. O enredo manteve a tradição da verde e rosa de valorizar a resistência, os saberes populares e os mestres da cultura brasileira, colocando o Amapá em evidência no maior palco do carnaval do país.
A narrativa foi construída em cinco “encantos”, que evocaram rituais como o Turé, os saberes indígenas do extremo Norte, o marabaixo, as encantarias da floresta e os conhecimentos tradicionais das garrafadas. O refrão “Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá” reforçou o sentimento de brasilidade e união cultural, sem fronteiras geográficas.

Da comissão de frente, que encantou o público com onças iluminadas, ao encerramento do desfile, a Mangueira levou cerca de 3 mil componentes, distribuídos em 27 alas, cinco alegorias e um tripé. A família de Mestre Sacaca — incluindo viúva, filhos e netos — foi destaque no último carro alegórico, em um momento de forte emoção.
A intérprete amapaense Patrícia Bastos deu voz ao samba-enredo, enquanto personalidades negras e quilombolas do Amapá também brilharam na avenida. A bateria contou ainda com 15 tocadores de caixa de marabaixo, integrando o ritmo amazônico ao samba carioca e selando um encontro simbólico entre o Rio de Janeiro e a Amazônia Negra.





