Eventual vazamento na Foz do Amazonas atingiria costa do Amapá, aponta conclusão da própria Petrobrás

Um estudo apresentado pela Petrobras ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aponta que um eventual vazamento de petróleo durante a exploração na Bacia da Foz do Amazonas poderá atingir a costa do Amapá, especialmente os municípios de Calçoene e Oiapoque.
Foto: Divulgação/Foresea
Foto: Divulgação/Foresea

O documento integra o processo de licenciamento ambiental de cinco blocos exploratórios localizados na Margem Equatorial e atualiza as simulações de derramamento de óleo com base em dados mais recentes sobre correntes marítimas, ventos e marés.

Segundo a análise, entre os meses de dezembro e junho existe probabilidade de que manchas de óleo alcancem o litoral amapaense, incluindo áreas ambientalmente sensíveis, como o Parque Nacional do Cabo Orange. O relatório também aponta que, em um cenário extremo, o derramamento poderá atingir águas e zonas econômicas exclusivas de países como Venezuela, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Trinidad e Tobago, Granada, Barbados, Martinica, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas.

O estudo considera o pior cenário possível para subsidiar o planejamento das ações de resposta em caso de acidente e atender às exigências do processo de licenciamento conduzido pelo Ibama.

Além dos riscos de um eventual vazamento, o relatório destaca que a atividade de perfuração deverá provocar impactos sobre o meio físico, biológico e socioeconômico mesmo durante a operação normal. Entre os setores que podem sofrer interferências estão a pesca, a aquicultura, o turismo, atividades recreativas e unidades de conservação distribuídas em municípios do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí e Ceará.

A Petrobras aguarda a análise do Ibama para obter autorização para perfurar 15 poços em cinco blocos da Foz do Amazonas. A empresa informou que o estudo foi apresentado dentro do processo de licenciamento e afirmou que as operações seguem dentro dos padrões de segurança previstos. A campanha exploratória prevê investimentos de R$ 13 bilhões até 2030.

O término da perfuração está estimado para o mês de agosto de 2026.

Fonte: DW

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