A estatal informou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio de um documento enviado na última terça-feira (28), que a previsão mais otimista para a conclusão da perfuração é o fim de agosto.
No ofício encaminhado ao órgão ambiental, responsável pelo licenciamento do empreendimento, a Petrobras afirmou que manterá o Ibama atualizado sobre o andamento dos trabalhos.
Anteriormente, após solicitação do instituto, a empresa havia apresentado um cronograma prevendo o encerramento da perfuração do chamado bloco 59, localizado na altura de Oiapoque (AP), a cerca de 160 quilômetros da costa, para o dia 7 de agosto.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a operação está sendo conduzida com cautela por se tratar de um poço pioneiro em uma nova fronteira exploratória. “Estamos indo com muito cuidado”, declarou.
As fortes correntes marítimas da região foram apontadas pela área técnica do Ibama como um dos principais desafios da operação. Esse fator também foi citado entre as causas do acidente que interrompeu a perfuração em janeiro deste ano.
Outro desafio é a profundidade da área de exploração. A distância entre a plataforma e o fundo do mar é de aproximadamente 2 mil metros, o que mantém a tubulação exposta às intensas correntes marítimas.
A perfuração do bloco 59 da Bacia da Foz do Amazonas teve início em outubro de 2025, após a concessão da licença ambiental pelo Ibama e a defesa do projeto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: Jornal de Brasília





