As negociações estão sendo conduzidas pela Secretaria de Estado da Mineração (Semin), que atua na interlocução institucional com os executivos da companhia.
Segundo o secretário da Semin, Mamede Barbosa, a utilização do Porto de Santana representa uma vantagem logística importante para a empresa, já que o terminal localizado no Rio Jari possui limitações de calado, dificultando operações de maior escala.
“O Porto de Santana possui estrutura capaz de receber navios de até 50 mil toneladas, ampliando a capacidade de exportação para os Estados Unidos e a Europa, além de gerar benefícios econômicos e tributários para o estado”, destacou o secretário.
Além da logística mineral, as tratativas também envolvem o aproveitamento sustentável dos resíduos gerados pela mineração. Parte do material poderá ser destinada à construção civil, enquanto resíduos mais finos poderão ser utilizados na agricultura.

A proposta busca transformar materiais antes considerados descartes em novos insumos econômicos, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando oportunidades de desenvolvimento no estado.
A divisão latino-americana da KaMin opera por meio da Cadam, empresa com sede em São Paulo e unidades em Cotia e Munguba. Atualmente, a companhia é considerada uma das maiores produtoras e exportadoras de caulim da América Latina.
As reservas localizadas às margens do Rio Jari estão entre as mais relevantes do mundo, com estimativa de exploração por até 300 anos. O caulim extraído na região possui elevado grau de pureza e qualidade, sendo utilizado em diversos segmentos industriais.





