23 de julho de 2024

Fenômenos naturais são o contraste do bucólico Arquipélago do Bailique; poder público atua para atenuar impactos sociais

O mais distante Distrito de Macapá vem sofrendo com a salinização das águas do Amazonas e de erosões às margens do rio.
Demonstração do avanço do mar às águas do Rio Amazonas | Imagem: GoogleMaps
Demonstração do avanço do mar às águas do Rio Amazonas | Imagem: GoogleMaps

É sabido que os rios da Amazônia são verdadeiras estradas fluviais e que, muitas das vezes, são a única alternativa de se alcançar um destino ribeirinho. Exatamente assim que se navega até ao belo Arquipélago do Bailique, Distrito de Macapá que fica a 180 quilômetros da capital, cerca de 12 horas de viagem.

Composto por oito ilhas que graciosamente bailam no majestoso Rio Amazonas, onde vivem 52 comunidades, o arquipélago, além da poesia composta em suas belezas naturais e pessoas, também sofre seus dissabores. Não somente a distância e a pouca infraestrutura local, em todos os setores de assistência social às mais de 13 mil pessoas que lá vivem, vêm causando temor.

A preocupação com a salinização das águas do Amazonas, devido ao avanço do mar ao rio, e o fenômeno conhecido como “terras caídas” – deslizamentos de terras causados pela ação potente das águas caudalosas do rio nas margens ribeirinhas – movimentam o poder público, assim como a sociedade civil, para encontrar paliativos e até soluções efetivas.

Erosão causada pelo fenômeno “terras caídas” no Bailique | Foto: Defesa Civil-AP
Erosão causada pelo fenômeno “terras caídas” no Bailique | Foto: Defesa Civil-AP

Ambos os problemas – que, por óbvio, prejudicam tanto social quanto economicamente as pessoas – vêm fazendo com que o Governo do Amapá atue em diversas frentes para assistir e minimizar as dificuldades da população do Bailique, como ações comandadas pela Defesa Civil, assistência social e por pesquisas científicas.

O envio de água potável ou mineral, kits de alimentos, inserção de mais cadastros em programas sociais como o Renda Para Viver Melhor, estudos de impactos socioambientais, entre outros, são atos do Estado para abrandar o sofrimento que se estabelece no arquipélago.

Água potável e mineral, além de alimentos, em direção ao arquipélago | Foto: AOG Rocha/GEA
Água potável e mineral, além de alimentos, em direção ao arquipélago | Foto: AOG Rocha/GEA

Não somente o governo tenta aplacar as tribulações que a Natureza impõe ao Bailique. O povo das ilhas e comunidades, cotidianamente, segue exaltando o real significado da palavra “comunidade”. E, mesmo diante das incertezas sobre a força natural, levada pelas águas turvas que salgam a vida e fazem terras caírem, a relação com o meio ambiente, além da luta pela vivência, prossegue.

Em meio aos caos ante a salinização e a erosão, a vida do povo do Bailique segue. | Foto: Ambiental Media
Em meio aos caos ante a salinização e a erosão, a vida do povo do Bailique segue. | Foto: Ambiental Media

Uma resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política de Privacidade

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar o conteúdo. Mais detalhes na Política de Cookies em nossa Política de Privacidade.