Em comparação ao período anterior à pandemia, o avanço é ainda maior: o rendimento médio ficou 25,5% acima do registrado em 2019 e 12,4% superior ao observado no início da série histórica.
Dos 798 mil moradores do Amapá em 2025, 58,2% possuíam algum tipo de rendimento, o equivalente a 468 mil pessoas — maior percentual já registrado pela pesquisa no estado. Em 2024, esse índice era de 57,5%.
O trabalho permaneceu como a principal fonte de renda da população amapaense. Em 2025, 43,6% dos moradores tinham rendimento habitual do trabalho, enquanto 20,1% recebiam valores provenientes de aposentadorias, pensões e programas sociais.
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos no Amapá chegou a R$ 3.089 em 2025, crescimento de 2,6% frente ao ano anterior e o terceiro maior valor da série histórica. Na comparação com 2019, o aumento acumulado foi de 18,1%.
A massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos atingiu R$ 1,1 bilhão em 2025, maior valor já registrado no estado, com crescimento de 14,5% em relação a 2024 e de 98,5% frente a 2019. O resultado foi impulsionado pelo aumento do rendimento médio e pela expansão da população ocupada com rendimento, que chegou a 348 mil pessoas.
Entre as outras fontes de renda, os programas sociais do governo continuaram sendo os mais presentes, alcançando 12,5% da população residente. Já 6% dos moradores recebiam aposentadorias e pensões.
O valor médio pago por programas sociais no estado foi de R$ 895 em 2025, enquanto aposentadorias e pensões apresentaram média de R$ 3.183.
O rendimento médio mensal real domiciliar per capita também bateu recorde no Amapá ao atingir R$ 1.675 em 2025, alta de 4,4% em relação ao ano anterior e crescimento acumulado de 42,7% frente a 2019.
Nos domicílios beneficiados pelo Bolsa Família, o rendimento domiciliar per capita foi de R$ 768, equivalente a 34,7% da renda média das famílias que não recebiam o benefício, cuja média foi de R$ 2.211.
Os indicadores de desigualdade apresentaram leve melhora em 2025. O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita caiu de 0,509 em 2024 para 0,496. Apesar da redução, a concentração de renda ainda permanece elevada no estado.
Segundo a pesquisa, os 10% da população com maior rendimento domiciliar per capita receberam, em média, 12,6 vezes mais do que os 40% com menores rendimentos. Além disso, esse grupo mais rico concentrava 37,8% de toda a massa de rendimentos domiciliares do Amapá em 2025.





