15 de julho de 2024

Sextou com Cristo: dia santo é de fé, reflexões e solidariedade

Tradições e particularidades rememoram o sofrimento de Jesus para tornar as pessoas mais autocriticas.
Imagem: Reprodução
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A Sexta-feira Santa, dia em que fiéis recordam a paixão, a morte e o sepultamento de Jesus Cristo, que teria ocorrido em uma sexta-feira, no ano 33 d.C., também é chamada de Sexta-feira da Paixão e antecede o Sábado de Aleluia e o Domingo de Páscoa, formando, portanto, a Semana Santa do calendário cristão.

Para alguns religiosos, a Páscoa é até mais importante do que o Natal. E um dos que concorda com este pensamento é o Papa Francisco I quando, em uma Audiência Geral no Vaticano, para 12 mil fiéis na Praça São Pedro, afirmou que “a Páscoa é a festa da nossa salvação, a festa do amor de Deus por nós, a festa da celebração da sua morte e a sua ressurreição”.

A origem da Sexta-feira Santa remonta aos primeiros séculos do cristianismo, quando os cristãos já celebravam a Páscoa como a festa da ressurreição de Jesus. A Páscoa, por sua vez, tem sua origem na festa judaica do Pessach, que comemora a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito. Os evangelhos relatam que Jesus foi crucificado durante a semana do Pessach, por isso os cristãos passaram a celebrar sua morte e ressurreição nesse período.

No século IV, o imperador Constantino, que se converteu ao Cristianismo, estabeleceu o domingo como o dia oficial da Páscoa. E a sexta-feira anterior como o dia da paixão e morte de Jesus. Desde então, a Sexta-feira Santa se tornou um dia de jejum, oração e penitência para os cristãos, que se abstêm de comer carne e de realizar atividades festivas ou profanas.

Para os cristãos, a Sexta-feira Santa é um dia de profundo respeito e veneração pela paixão de Cristo, que se entregou voluntariamente à morte na Cruz para salvar a humanidade do pecado. A Cruz, um instrumento de tortura e humilhação a Cristo, não demorou a ser uma simbologia positiva para os fiéis. O amor, a fé e a esperança substituíram, durante as épocas, o lugar da imagem de sofrimento de Jesus, que venceu a morte e ressuscitou ao terceiro dia.

Tradições cristãs

As tradições que envolvem os cristãos e que os faz lembrar do sofrimento de Cristo pela humanidade, anualmente são evidenciadas, tanto caracterizadas por atores, como em apresentações ao ar livre, como ocorre em Macapá com “Uma Cruz para Jesus”, quanto em momentos particulares de pensamento sobre a trajetória não apenas do martírio de Jesus, mas principalmente a sua ressurreição. 

A Via Sacra, que consiste em percorrer as 14 estações que representam os momentos da paixão de Cristo, desde a sua condenação até o seu sepultamento. A celebração da Paixão do Senhor, que é a principal liturgia do dia, na qual se lê o relato da paixão e se faz a adoração da Cruz havendo a distribuição da comunhão aos fiéis.

O Sermão das Sete Palavras, que é uma pregação baseada nas últimas palavras que Jesus pronunciou na cruz, segundo os evangelhos. A Procissão do Enterro, que é uma manifestação popular que simula o cortejo fúnebre de Jesus, levando sua imagem até um local que representa o seu sepulcro.

Além dessas tradições, muitas pessoas também praticam obras de caridade, reconstruindo e renovando o espírito e o hábito em auxiliar os menos abastados. As tradições religiosas, como a Sexta-feira Santa, sempre serão um dia de reflexão sobre o sofrimento humano e a solidariedade com os que sofrem.

A partir de hoje, são três dias santos para as pessoas renovarem e fortalecerem a fé em si e na esperança que sobrepuja as adversidades, próprias, de um familiar ou um amigo. O pensar e o atuar pelos menos favorecidos, não apenas pelas angustias materiais, mas tornar um hábito a solidariedade pelas pessoas, acolher os que têm fome, para saciar o corpo tanto com alimentos quanto com saúde mental.

Os cristãos são convidados a imitar o exemplo de Jesus, que se compadeceu dos pobres, dos doentes, dos oprimidos e dos pecadores, e que perdoou seus inimigos e seus algozes. A Sexta-feira Santa é, portanto, um dia de conversão, de arrependimento e de reconciliação com Deus e com o próximo.

Uma resposta

  1. Texto espetacular, que nos faz refletir como vivemos nos dias de hoje. E ajudar ao próximo não só nas datas comemorativas e sim diariamente.

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