De acordo com o Tribunal, os golpistas utilizam informações reais de processos judiciais para tentar convencer vítimas, prometendo liberação de valores, agilização de decisões ou andamento processual. As abordagens costumam ocorrer por telefone ou aplicativos de mensagens, principalmente WhatsApp.
Em muitos casos, os criminosos utilizam nomes, cargos, fotos e até imagens de magistrados e servidores para dar credibilidade ao golpe.
O juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do TJAP, Ailton Marcelo Mota Vidal, reforçou que o Poder Judiciário não realiza esse tipo de solicitação.
“A Justiça do Amapá não solicita depósitos, transferências ou pagamentos por PIX para liberar valores ou acelerar decisões. Sempre que houver pedido de dinheiro em nome da Justiça, é necessário desconfiar”, afirmou.
Segundo o magistrado, os criminosos costumam agir com senso de urgência, pressionando as vítimas a realizar pagamentos imediatos. Ele também chamou atenção para o uso crescente de inteligência artificial em golpes, com produção de áudios, imagens e vídeos manipulados.
O TJAP orienta que, ao receber contatos suspeitos, a pessoa não faça pagamentos, não compartilhe dados pessoais ou bancários e confirme qualquer informação somente pelos canais oficiais do Tribunal ou diretamente na unidade judicial responsável pelo processo.
A recomendação também é salvar mensagens, números de telefone, comprovantes e demais provas para auxiliar em eventual investigação policial.
O Tribunal reforçou que nenhum servidor, magistrado ou representante da Justiça solicita pagamentos diretamente às partes fora dos meios oficiais.





