O terminal integrou o primeiro bloco de arrendamentos portuários de 2026, com abertura das propostas realizada na B3, em São Paulo. O MCP01 é voltado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como grãos e cavaco de madeira, com foco na navegação de longo curso e no fortalecimento do comércio exterior da região.
O projeto prevê investimento aproximado de R$ 170 milhões ao longo do contrato, direcionado à implantação de infraestrutura moderna, capaz de aumentar a eficiência das operações e a competitividade do complexo portuário. A área arrendada possui 30.546 metros quadrados e foi planejada para impulsionar a economia regional por meio do escoamento aquaviário da produção florestal e agrícola.
O leilão chegou a ser temporariamente suspenso pela Justiça Federal na última terça-feira (24), após questionamento apresentado pela empresa Rocha, arrendatária do terminal MCP03 no mesmo porto. A companhia alegava irregularidades no edital relacionadas à definição da movimentação mínima exigida para os produtos prioritários de exportação.
No entanto, a Advocacia-Geral da União recorreu da decisão, e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região derrubou a liminar que impedia a realização do certame. No recurso, a AGU argumentou que a suspensão do leilão poderia causar prejuízos à ordem pública e que as regras estabelecidas não comprometem a vocação técnica do terminal nem os investimentos previstos.
Alinhado ao Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado de Santana, o arrendamento do MCP01 é considerado estratégico para o fortalecimento da logística portuária, atração de novos negócios e ampliação da competitividade do Amapá no cenário nacional e internacional.





