De acordo com a equipe de vigilância epidemiológica da unidade, o aumento dos registros está relacionado, em parte, à ampliação dos critérios de notificação adotados pelo Ministério da Saúde a partir de fevereiro deste ano. Com a atualização, sintomas como dor de garganta, coriza e faringite passaram a ser considerados na classificação de síndrome gripal, elevando o número de notificações.
A responsável técnica do Núcleo de Epidemiologia do HCA, Ingrid Martins, explica que a mudança nos critérios influenciou os dados registrados nas primeiras semanas epidemiológicas de 2026.
“Parte desse aumento está relacionada à atualização dos critérios de classificação adotados pelo Ministério da Saúde a partir de fevereiro deste ano, que passou a incluir um número maior de sinais e sintomas respiratórios nas notificações de síndrome gripal. Portanto, o aumento observado nas primeiras semanas epidemiológicas de 2026, coincide com a atualização das orientações do Ministério da Saúde”, destacou.
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também apresentaram aumento, passando de 701 registros no primeiro semestre de 2025 para 765 no mesmo período deste ano, uma alta de 9,1%.
Para enfrentar esse cenário, o HCA mantém uma estrutura preparada para atender a demanda e investe em medidas preventivas. Entre elas estão a atualização da vacinação de crianças internadas com esquema vacinal incompleto e a imunização de gestantes, estratégia que garante a transferência de anticorpos ao bebê ainda durante a gestação e amplia a proteção nos primeiros meses de vida.
O hospital também orienta pais e responsáveis a manterem a vacinação em dia, reforçarem os cuidados com a higiene das mãos, evitarem a exposição de crianças com sintomas respiratórios a ambientes fechados e procurarem atendimento médico ao surgimento de sinais de agravamento, especialmente em crianças menores, que apresentam maior vulnerabilidade devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento.





