O objetivo é transformar a praça em um espaço de preservação da história e da identidade cultural da cidade, reunindo elementos que destaquem a presença de povos negros e indígenas na formação de Macapá.
Entre as propostas apresentadas está a criação de um percurso histórico com referências à ancestralidade afro-indígena, incluindo uma janela arqueológica, intervenções paisagísticas, símbolos culturais e trechos de ladrões de marabaixo e de obras de poetas negros do Amapá.

A iniciativa ganhou força após a descoberta de novos vestígios arqueológicos durante as obras de revitalização da praça, reforçando a importância histórica do local, que integra a área da antiga Vila de Santa Engrácia, considerada um dos primeiros núcleos de ocupação da capital.
Segundo o grupo de trabalho, a proposta busca ampliar o caráter da revitalização, transformando a praça em um espaço de memória, educação, cultura e turismo, onde moradores e visitantes possam conhecer a contribuição das populações afro-indígenas para a construção da história de Macapá.
Durante a reunião, o padre Paulo, representante do Grupo de Trabalho de Reparação Histórica, afirmou que o projeto representa um reconhecimento da ancestralidade das comunidades que viveram na região central da cidade.
A execução das propostas será conduzida pela Secretaria Municipal de Obras (Semob), em parceria com o Grupo de Trabalho de Reparação Histórica e o Iphan, que irão definir a forma de implantação das intervenções ao longo da execução da obra.





