De acordo com a PF, a investigação apura um esquema de obtenção irregular do Benefício de Prestação Continuada (BPC) por meio da utilização de documentos ideologicamente falsos e do uso de uma mesma identificação biométrica associada a diferentes registros civis. Cada identidade era vinculada a um Cadastro de Pessoa Física (CPF) distinto e utilizada para a concessão de benefícios assistenciais.
As investigações também identificaram indícios de irregularidades na concessão e no desbloqueio de benefícios para contratação de empréstimos consignados.
Outro ponto apurado pela Polícia Federal foi o acesso aos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a partir de diferentes estados, em situações consideradas incompatíveis com os procedimentos administrativos regulares.
Segundo a PF, os benefícios investigados movimentaram mais de R$ 436 mil ao longo de mais de dez anos, causando prejuízos aos cofres públicos.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema e dimensionar o total dos danos causados à Previdência Social.





