Senador Randolfe Rodrigues se reúne com dirigentes do comércio do Amapá para debater pautas estratégicas do setor

Dirigentes das principais entidades representativas do comércio do Amapá se reuniram, na tarde da última quarta-feira (11), com o senador Randolfe Rodrigues para discutir temas considerados estruturantes para o setor. O encontro foi realizado no auditório da Associação Amapaense de Supermercados (AMAPS) e contou com a participação do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Amapá (Sindigêneros), da Federação do Comércio do Amapá (Fecomércio), da Associação Comercial e Industrial do Amapá (ACIA), entre outras entidades empresariais.
Foto: Ascom/Senador Randolfe
Foto: Ascom/Senador Randolfe

Entre os principais assuntos debatidos estiveram a isonomia entre as Áreas de Livre Comércio (ALCs) na isenção do PIS/Cofins, a cobrança indevida de ICMS pelo estado de São Paulo sobre mercadorias destinadas às ALCs e a proposta de mudança da jornada de trabalho conhecida como escala 6×1, atualmente em tramitação no Congresso Nacional.

Isenção do PIS/Cofins nas ALCs

A discussão sobre a isenção do PIS/Cofins ocorre em razão de controvérsias jurídicas que restringem o benefício apenas às áreas de livre comércio de Bonfim e Boa Vista, em Roraima. Para corrigir essa distorção, Randolfe Rodrigues destacou a apresentação do Projeto de Lei nº 2697/2023, que estende a isenção a todas as áreas de livre comércio da Amazônia.

“Apresentei o PL 2697/23 para acabar com a dúvida jurídica e corrigir essa distorção, garantindo isonomia para todas as áreas de livre comércio da região”, afirmou o senador. Segundo ele, a proposta deve ser votada na primeira sessão do Senado após o Carnaval, seguindo posteriormente para análise da Câmara dos Deputados.

Foto: Ascom/Senador Randolfe
Foto: Ascom/Senador Randolfe

Cobrança de ICMS por São Paulo

Outro ponto abordado foi a decisão do governo de São Paulo, adotada no início de 2025, de suspender a isenção de ICMS sobre remessas de mercadorias destinadas às ALCs — benefício vigente desde 1992. A medida impactou diretamente o comércio das áreas de livre comércio de Macapá e Santana, que adquirem cerca de 37% de suas mercadorias daquele estado.

Diante disso, o Amapá ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), cujo placar já registra três votos favoráveis ao estado. O julgamento deve ser retomado no dia 21 de fevereiro.

Com a possibilidade de derrota judicial, o governo paulista restabeleceu a isenção do ICMS para 2026, válida até setembro. A medida foi avaliada pelos dirigentes do comércio como uma tentativa de esvaziar o objeto da ação, reforçando a necessidade de julgamento do mérito para evitar novos retrocessos.

Escala 6×1

A proposta de alteração da jornada de trabalho 6×1 também esteve em pauta. A presidente da AMAPS, Marlúcia Sullyvan, destacou a importância do diálogo direto com o parlamentar. Segundo ela, o objetivo é garantir que o setor produtivo seja ouvido no debate, considerando tanto a modernização das relações de trabalho quanto as particularidades do comércio amapaense.

Próximos passos

A reunião marcou um novo momento de articulação entre o setor produtivo e a bancada federal. As entidades empresariais devem intensificar a agenda institucional em Brasília nas próximas semanas, com foco no avanço das pautas debatidas e na defesa dos interesses do comércio do Amapá.

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